Durante os anos em que o Gil Eanes funcionou como navio-hospital de apoio à frota bacalhoeira portuguesa, conseguiu o feito histórico de nunca ninguém ter perdido a vida dentro


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… Durante os anos em que o Gil Eanes funcionou como navio-hospital de apoio à frota bacalhoeira portuguesa, nas suas mais de quatro mil consultas e nos seus muitos pacientes internados, conseguiu o feito histórico de nunca ninguém ter perdido a vida dentro dele. A reputação de que o Gil Eanes gozou durante duas décadas como navio-hospital de apoio à frota bacalhoeira, levou pescadores a fingirem-se doentes para obterem mais conforto, melhor comida, aguardente, cigarros e reencontrarem amigos e familiares.

Construído nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, este “enfermeiro dos mares” foi lançado ao mar em 1955, ano em que o país tinha uma frota pesqueira na Terra Nova e na Gronelândia de 70 barcos e cerca de cinco mil homens. O navio esteve ao serviço da frota bacalhoeira até 1973. Contudo, dez anos antes, por dificuldades de exploração, suportada pelos armadores, foi autorizado, por decreto governamental, a efetuar, fora das campanhas da pesca do bacalhau, viagens de comércio, como navio-frigorífico e de passageiros para África do Sul, Canadá, Noruega e Austrália. Mais tarde, transportou refugiados de Angola. Até ser recuperado em finais da década de 90, o navio enfrentou diversas vicissitudes: esteve arrestado e abandonado durante vários anos na doca de Alcântara, em Lisboa, antes de ser resgatado a um sucateiro de Alhos Vedros, Moita. Atualmente, a embarcação é propriedade da Fundação Gil Eanes, que a mantém ancorada na antiga doca do porto de mar de Viana do Castelo como museu flutuante que dá a conhecer a história do navio hospital e da pesca do bacalhau que se fazia nos mares da Terra Nova e Gronelândia.

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