Vinho Verde


 


O vinho verde, único no mundo, é um excelente motivo para descobrir a região. O seu nome estará ligado à cor predominante da região em que se produz ou à acidez que lhe é peculiar, como se as uvas fossem colhidas verdes. Porém, branco ou tinto, é um vinho leve que se bebe fresco e acompanha bem peixes e mariscos, abundantes no litoral. O branco, o mais apreciado e conhecido, é especialmente aromático e refrescante, bebe-se com agrado como aperitivo, com saladas, petiscos ou numa simples pausa num dia de calor.

 

As vinhas, que se concentram sobretudo ao longo dos rios, sofrem a influência do Atlântico e, na sua procura do sol, as videiras entrelaçam-se nas árvores, trepam em latadas e bordam campos pontuados por típicos espigueiros.

A longa tradição vinícola do Alto Minho e a sua apetência para produzir vinho verde de qualidade, assume uma parcela cada vez mais significativa na produção nacional, com particular destaque para:

- A casta Alvarinho, considerada a embaixadora das castas autóctones da Península Ibérica e com tradição secular e carismática no território de Monção e Melgaço. Protegida por fragas e serranias, esta sub-região tem características ímpares em termos de clima e morfologia e composição química do solo, associadas a um acumular de experiências e saberes das gentes desta terra, para o cultivo e maturação desta uva única e genuína.

- A casta Loureiro, com particular expressão no Vale do Lima, tem vindo a ganhar igual notoriedade no Alto Minho, sendo considerada, por críticos nacionais e estrangeiros, como uma das melhores castas, com maior potencial para produzir brancos de altíssima qualidade. 

- A casta Vinhão, oriunda da zona do Minho, é a casta tinta mais cultivada na região do Alto Minho. Nos últimos tempos, a qualidade do verde Vinhão tem vindo a ser reconhecida, pelos progressos verificados com a redução significativa da acidez no vinho, sendo este apontado como o parceiro ideal para algumas referências da comida autóctone. 


O Alto Minho integra a Rota dos Vinhos Verdes (http://rota.vinhoverde.pt) e a Rota do Alvarinho. Estas rotas são uma forma de conhecer esta região do Noroeste de Portugal, através do vinho e da sua cultura. Quintas, adegas, restaurantes, unidades de alojamento e empresas de animação turística, ligaram-se para oferecer múltiplas atividades e itinerários que tornam a estada nesta região uma experiência única e memorável, num destino de vinho por excelência.



Sabia que...

A gastronomia minhota se distingue como a mais rica e variada de Portugal. O escritor português Ramalho Ortigão (1863-1915) refere-se à mesma: "Há só um banquete português que desbanca todos os jantares de Paris,mas que os desbanca inteiramente: é a ceia da véspera de Natal nas nossas terras do Minho”. Assim, destacam-se "vários pratos de bacalhau, a lampreia, os galos corados, a cabidela, os rojões, o cozido, a vitela, a doçaria conventual”, mas também, num registo mais popular, "o caldo verde, os arrozes, as batatas, as carnes de porco e as sardinhas”.

O caldo verde foi eleito em 2011 uma das "7 Maravilhas da Gastronomia Nacional" e este é definido por Mark Millonand e Stephen Pennels, na revista "Food and Travel", como "a dish that seems to unite the people, enjoyed by aristocratic landowners, workers and present farmers alike".  "Teve a sua origem no Minho, mas foi adotado por todas as províncias do País, escritores e poetas referenciam-no nas suas obras, tendo a receita sido até escrita em verso, Camilo Castelo Branco, Eça de Queiroz, Júlio Dinis, Ramalho Ortigão, são alguns dos escritores cujas obras fazem descrição e comentários ao nosso caldo verde.

O Alto Minho é conhecido internacionalmente pela produção de vinho verde, que se constitui como "o segundo vinho português mais exportado depois do vinho do Porto”, tendo recebido diversos prémios: o vinho verde Solar de Merufe foi premiado com a medalha de prata na categoria de vinho branco, pela International Wine Challenge Catavinum 2012, em Espanha; o vinho "Terra Antiga” da Quinta de Melgaço foi distinguido no "February’s Top 10 Under $10” da Wine Enthusiastic, nos EUA; o Soalheiro Alvarinho Primeiras Vinhas 2010, produzido em Melgaço, foi eleito o melhor vinho português na categoria de vinhos brancos, pela "Essência do Vinho 2012).

... O vinho Soalheiro Primeiras Vinhas 2016, branco, elaborado em Melgaço a partir de uvas colhidas manualmente em vinhas com mais de 40 anos, foi eleito  por Jancis Robison, considerada a mais influente jornalista e "Master of Wine” no Reino Unido, um dos dez vinhos portugueses que mais a marcaram na última década. A revelação do Top 10 dos melhores vinhos portugueses fez-se no decurso de uma conferência organizada pela Revista de Vinhos, em outubro de 2017. 

Os Vinhos Afros da Quinta do Casal do Paço estão presentes em 5 países – Alemanha, Inglaterra, Dinamarca, Brasil e Japão – e têm "entrada prevista, ainda durante este ano, para os EUA e a Holanda”. A sua "imagem forte e moderna aliada à qualidade dos vinhos” foi já reconhecida através da receção de diversos prémios: "a medalha de bronze obtida por toda a gama de vinhos Afros da colheita 2007 (Loureiro, Escolha e Vinhão), no concurso ‘Decanter WWA’, em 2008, e a distinção ao Afros Vinhão de 2007 que consta na lista dos ’50 Great Portugueses Wines’, uma iniciativa da Viniportugal”.

O vinho Alvarinho designa o vinho verde "produzido apenas na sub-região de Monção, concelhos de Monção e Melgaço, em terrenos de meia encosta, da bacia hidrográfica do rio Minho, obtido pela produção e transformação de uma única casta de uva branca assim designada”. Tratando-se de vinhos de baixa produção, que se distinguem pelo aroma e sabor únicos, as uvas Alvarinho são "as mais valiosas e bem pagas de todo o País”.

... O vinho Soalheiro Primeiras Vinhas 2016, branco, elaborado em Melgaço a partir de uvas colhidas manualmente em vinhas com mais de 40 anos, foi eleito  por Jancis Robison, considerada a mais influente jornalista e "Master of Wine” no Reino Unido, um dos dez vinhos portugueses que mais a marcaram na última década. A revelação do Top 10 dos melhores vinhos portugueses fez-se no decurso de uma conferência organizada pela Revista de Vinhos, em outubro de 2017. 

O vocalista dos U2, Bono Vox, não esquece o "fantástico Vinho Verde”, que saboreou pela primeira vez em 1982, aquando da sua presença no Festival de Vilar de Mouros.

… Já os jornalistas Mark Millonand e Stephen Pennels caracterizam-no como "the perfect wine to enjoy with fish, shelfish and with the delicious petiscos that are a feature of most mealls”, na revista "Travels and Food”.


Contactos:

Adega Cooperativa de Ponte de Lima

Rua Conde de Bertiandos

4990-078 Ponte de Lima

T (+351) 258 909 700 

F (+351) 258 909 709

E geral@adegapontelima.pt  


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Cruzes - Macedo

4950-279 Monção

T (+351) 251 652 167

F (+351) 251 651 108

E adegademoncao@mail.telepac.pt 


Adega Cooperativa de Ponte da Barca

Agrelos | 4980-601 Ponte da Barca

T (+351) 258 480 220 

F (+351) 258 480 229

E geral@adegapontedabarca.pt 

S www.adegapontedabarca.pt 


CVRVV - Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes

Rua da Restauração, 318

4050-501 Porto

T (+351) 226 077 300

F (+351) 226 077 320

E info@vinhoverde.pt 

S www.vinhoverde.pt 


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