Principais Clusters do Alto Minho


Cluster Componentes Automóvel

Setor com bastante expressão no Alto Minho pela grande concentração de grupos multinacionais, fruto da proximidade com a PSA Peugeot-Citroën de Vigo (Galiza, Espanha) e da facilidade de escoamento da produção.


Cluster Mecânica e Metalomecânica

O setor da metalomecânica tem um peso considerável na indústria do Alto Minho, compreendendo um vasto conjunto de segmentos que fornecem o setor industrial, quer o extrativo, quer o transformador e também outros importantes setores como o agrícola, a construção civil e o comércio.


Cluster Economia do Mar

O Alto Minho tem uma forte ligação ao Mar que lhe vem do passado – a expansão marítima e os descobrimentos portugueses, a tradição da pesca do bacalhau, o comércio marítimo -, que se projeta na atualidade pelo reconhecimento do seu valor estratégico em áreas como a pesca, a conservação e transformação do pescado, a construção naval, a atividade portuária, o turismo ou a I&D.


Náutica Desportiva e de Recreio

Forte aposta no desenvolvimento da náutica de recreio e dos desportos náuticos enquanto componentes relevantes para o reposicionamento e a afirmação do Alto Minho como região atlântica de qualidade, com capacidade de atração da procura de produtos e serviços de turismo náutico, sobretudo oriunda dos mercados europeus.


Sabia que…

... A náutica de recreio oferece um conjunto vasto de oportunidades na região, quer pelas suas excelentes condições naturais, quer pelo posicionamento geográfico do porto de Viana do Castelo. O núcleo de recreio náutico localiza-se na frente urbana da cidade, sendo constituído por duas docas situadas junto à centenária ponte Eiffel, com cerca de 500 lugares de estacionamento para embarcações até três metros de calado e 20 metros de comprimento. www.apvc.pt


... Viana do Castelo está ligada à grande epopeia dos Descobrimentos Portugueses, através de personalidades como Gonçalo Velho, um dos primeiros navegadores do Infante D. Henrique, a quem foi confiada a colonização dos Açores; Fernão Martins (o Mourão), que chefiou uma expedição à costa africana por ordem de D. João II; Diogo Álvares (o Caramuru), cofundador da cidade de Salvador e responsável pelo início da miscigenação racial no Brasil; Pêro Campo Tourinho, fundador e primeiro capitão donatário de Porto Seguro; e João Álvares Fagundes, pioneiro da navegação no Atlântico Norte, que abriu caminho para o culto português de comer bacalhau.


Construção e Reparação Naval

Viana do Castelo tem uma forte tradição na indústria de construção e reparação naval. Os antigos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, cujos terrenos estão atualmente subconcessionados a um grupo privado, representam a história deste sector de atividade em Viana do Castelo, com mais de 70 anos.


Porto de Mar de Viana do Castelo

Constitui-se como um importante instrumento estratégico do desenvolvimento regional, estando dotado de excelentes infraestruturas para satisfazer as condições necessárias ao exercício de atividades relacionadas com o comércio, a construção e reparação naval, a pesca e o recreio náutico.

Na margem sul do rio localiza-se o porto comercial, que opera 24 horas por dia. Possui capacidade para a movimentação de mais de 900 000 toneladas de carga por ano, recebendo navios até 180 metros de comprimento e até 8 metros de calado. Dotado de um acesso relativamente fácil, é considerado um porto moderno, bem equipado, movimentando carga geral fracionada (alumínio, aço, madeira em paletes, etc.), granéis sólidos (cimento, fertilizantes, caulino, etc.), granéis líquidos (asfalto) e carga roll-on/roll-off.

O porto industrial, localizado na margem direita do rio Lima, integra duas unidades industriais de grande relevância regional e nacional: os Estaleiros Navais de Viana do Castelo e a ENERCON.


Pontos Fortes:

- Tarifário mais baixo do que os portos de proximidade;

- Amplas áreas de armazenamento;

- Tarifário de armazenagem atrativo;

- Desburocratizado – Janela Única Portuária;

- Paz social.


Avenida do Cabedelo - Darque

4935-160 Viana do Castelo

T (+351) 258 359 500

F (+351) 258 359 535

E apvc@apvc.pt

www.apvc.pt



Cluster Energia

O aproveitamento de recursos energéticos endógenos no Alto Minho tem uma tradição muito significativa, seja inicialmente pela utilização da biomassa, seja mais tarde pela instalação de grandes centrais hidroelétricas (Central Hidroelétrica de Ponte da Barca), e mais recentemente pelo crescimento do número e extensão dos parques eólicos.


Sabia que…

... O Alto Minho é a sede do maior cluster nacional de fabricação de geradores de energia eólica, resultado da instalação da multinacional alemã, Enercon, uma das maiores empresas mundiais nesta área.

... No Alto Minho situa-se também um dos maiores parques eólicos onshore da Europa, o VentoMinho, que se encontra, ainda, em 13º lugar entre os 20 maiores parques eólicos do mundo. (in Portal das Energias Renováveis - http://www.portal-energia.com). Este empreendimento é constituído por 140 aerogeradores (modelo Enercon), com uma capacidade instalada de 292 MW (megawatts), assegurando cerca de 55% do consumo de eletricidade de todo o Alto Minho.

... Viana do Castelo possui o primeiro aerogerador a funcionar numa cidade portuguesa, que fornece eletricidade à rede, assegurando as necessidades de, aproximadamente, 10% dos habitantes da cidade. Com 78 metros de altura e 54 toneladas de peso, o aerogerador de dois megawatts representa uma poupança de 2.500 toneladas de emissões de CO2 por ano.



Cluster Florestal, Madeira e Mobiliário

A floresta é parte indissociável da imagem de marca do Alto Minho (147 mil hectares de área florestal ± 2/3 do território), constituindo as atividades relacionadas com os recursos agroflorestais uma das referências da região, com, inclusivamente, uma empresa que se situa na 6ª posição das empresas mais exportadores de Portugal em todos os setores.



Cluster Agroalimentar e Vitivinicultura

A proximidade do mar e a existência de terrenos de grande fertilidade e de bons recursos hídricos proporcionados pelos rios Minho e Lima, dão à região excelentes condições para a prática agrícola e vitivinicultura, a dinamização de indústrias agroalimentares ou a exploração/transformação de recursos endógenos como o vinho verde, o fumeiro, a carne Barrosã e Cachena, o cabrito, ou o mel.


Vinho Verde

A longa tradição vinícola do Alto Minho e a sua apetência para produzir vinho verde de qualidade assume uma parcela cada vez mais significativa na produção vinícola nacional, com particular destaque para:

- A casta Alvarinho, considerada a embaixadora das castas autóctones da Península Ibérica e com tradição secular e carismática no território de Monção e Melgaço. Protegida por fragas e serranias, esta sub-região tem características ímpares em termos de clima e morfologia e composição química do solo, associadas a um acumular de experiencias e saberes das gentes desta terra, para o cultivo e maturação desta uva única e genuína.

- A casta Loureiro, com particular expressão no Vale do Lima, tem vindo a ganhar igual notoriedade no Alto Minho, sendo considerada como uma das melhores castas, com maior potencial para produzir brancos de altíssima qualidade, por críticos nacionais e estrangeiros.

- A casta Vinhão, oriunda da zona do Minho, é a casta tinta mais cultivada na região do Alto Minho. Nos últimos tempos a sua qualidade tem vindo a ser reconhecida, pelos progressos verificados com a redução significativa da acidez no vinho, sendo este apontado como o parceiro ideal para algumas referências da comida autóctone.



O Alto Minho integra a Rota dos Vinhos Verdes (http://rota.vinhoverde.pt) e a Rota do Alvarinho (www.rotadoalvarinho.pt). Estas rotas são uma forma de conhecer esta região do Noroeste de Portugal, através do vinho e da sua cultura. Quintas, adegas, restaurantes, unidades de alojamento e empresas de animação turística, ligaram-se para oferecer múltiplas atividades e itinerários que tornam a estada nesta região uma experiência única e memorável, num destino de vinho por excelência.


Sabia que… A qualidade dos vinhos verdes da região tem sido reconhecida internacionalmente com muitos prémios, alguns de valor relevante no mundo dos vinhos:

... O vinho verde Solar de Merufe foi premiado com a medalha de prata na categoria de vinho branco, pela International Wine Challenge Catavinum 2012, em Espanha.

... O vinho Terra Antiga da Quinta de Melgaço foi distinguido no “February’s Top 10 Under $10” da Wine Enthusiastic, nos EUA.

... O Soalheiro Alvarinho Primeiras Vinhas 2010, produzido em Melgaço, foi eleito o melhor vinho português na categoria de vinhos brancos, pela “Essência do Vinho 2012”.


... Os Vinhos Afros produzidos nos concelhos de Arcos de Valdevez e Ponte de Lima, segundo práticas de agricultura biológica, estão presentes em muitos países e a sua qualidade foi reconhecida através da receção de diversos prémios: medalha de bronze obtida por toda a gama de vinhos Afros da colheita 2007 (Loureiro, Escolha e Vinhão), no concurso ‘Decanter WWA’, em 2008; e a distinção ao Loureiro Afros 2009 que consta da lista dos ’50 Great Portugueses Wines’, uma iniciativa da Viniportugal. Ainda, Jancis Robinson, crítica de vinhos do jornal "Financial Times", elegeu o verde tinto Afros Vinhão 2009 como uma das suas escolhas para o verão de 2010.

... Os vinhos Adega de Monção 2011 e Quinta de Soalheiro 2010 fazem parte das escolhas de Julia Harding, Master of Wine responsável pela oitava edição dos ’50 Great Portugueses Wines’.

... O Deu La Deu Vinho Verde Alvarinho de 2010 produzido pela Adega Cooperativa de Monção, venceu na categoria de casta única a mais de 10 libras, na competição mundial promovida anualmente em Londres, pela revista Decanter, uma das mais reputadas publicações especializadas.”

... O Muros de Melgaço Vinho Verde Alvarinho branco 2010 e o Muros Antigos Vinho Verde Loureiro branco 2010 receberam a distinção de “Melhores de Portugal” em 2011, pela Revista de Vinhos.



Produtos Regionais

A produção de produtos regionais tem sido fundamental para o desenvolvimento de pequenas e médias empresas e de associações locais, permitindo a valorização e a comercialização de produtos como as laranjas de Ermelo, os enchidos e fumados, as plantas aromáticas, os doces tradicionais ou as compotas.


Sabia que…

... O Alto Minho é a região com mais alimentos incluídos na 'Arca dos Sabores' do movimento Slow Food. A broa de milho, a laranja de Ermelo e o feijão tarreste, todos produzidos em Arcos de Valdevez, são três dos sete produtos agroalimentares portugueses que constam de uma lista dos "melhores do mundo“, elaborada pela organização italiana Slow Food Foundation For Biodiversity - Ark of Taste. (In www.slowfoodfoundation.com/pagine/eng/arca/cerca.lasso?-id_pg=36)

... O Fumeiro de Melgaço tem quatro produtos certificados com Indicação Geográfica Protegida (IGP), nomeadamente o Presunto de Melgaço, o Salpicão, a Chouriça de Carne e a Chouriça de Sangue. Mais informações sobre os produtos do Alto Minho com Indicação Geográfica Protegida (IGT) e Denominação de Origem Protegida (DOP) disponíveis na Base de Dados Europeia de Agricultura e Desenvolvimento Rural.

... O escritor brasileiro Jorge Amado era um grande apreciador das Bolas de Berlim e do Pão-de-ló da confeitaria de Viana do Castelo do mestre pasteleiro Manuel Natário. Os fortes laços de amizade entre os dois ficaram eternizados no último romance do escritor, “Tocaia Grande”, no qual Manuel Natário surge na figura destemida de "Capitão Natário", a quem chama de "capitão de doces e salgados, comandante do pão-de-ló, mestre do bem-comer“.


Explorações Agrícolas

Valença possui as maiores extensões de explorações de kiwis de Portugal, com dois grandes núcleos, um em São Pedro da Torre e outro na Veiga de Ganfei e Valença, próximo do rio Minho.


Agroalimentar

O setor agroalimentar possui também uma expressão importante no tecido económico do Alto Minho, com particular destaque para a transformação de produtos do mar.