Rota dos Descobrimentos


A Expansão Ultramarina Portuguesa deve-se a um conjunto de circunstâncias específicas e envolveu de forma direta e indireta todo o território nacional. No que diz respeito ao norte do país e em particular às comunidades atlânticas do Alto Minho é incontornável a importância das vilas portuárias na empreitada expansionista com Viana da Foz do Lima à cabeça seguida por Caminha. Mas a estes núcleos atlânticos há que considerar como fulcrais as restantes vilas do interior da região que interferiram diretamente na construção da logística expansionista através do fornecimento de matérias-primas – madeiras, couros, carnes, utensílios, etc., com os quais as armadas eram apetrechadas. Importa ainda salientar, tal como sucede por todo o território nacional, que grande parte do sucesso dos Descobrimentos Portugueses se deve ao envolvimento de mareantes e pilotos, cartógrafos e matemáticos, cavaleiros-mercadores e comerciantes-mercadores, religiosos e a uma imensa plêiade anónima que foi parte integrante e participativa da expansão portuguesa, sendo alguns protagonistas naturais deste território. Será precisamente no reinado de D. Manuel I, O Venturoso, que se situará o ponto alto dos Descobrimentos (1495-1521) e é desse período o florescimento intelectual e artístico que se fará notar na arquitetura, na escultura, na pintura e em outras manifestações artísticas, que fará uso de uma iconografia muito específica que se aplicará ao gótico vigente e que se apelidará de manuelino.