Rota do Românico ao Gótico


O Alto Minho concentra um considerável número de exemplares de arquitetura românica patente maioritariamente em igrejas prevalecendo, no entanto, alguns vestígios em mosteiros, castelos e pontes. Neste território o Românico manifesta-se de inícios do século XII até finais do século XIII, com incorporação de algumas especificidades decorrentes da mudança de gosto e de formas de construir que lhe configura um caráter regional. De entre alguns exemplares de relevo destacam-se os mosteiros de Ganfei, Sanfins de Fiestas, Longos Vales e São Salvador de Paderne, que mereceram menção mais destacada na rota dos mosteiros. A partir do século XIII surgirá timidamente no território alto-minhoto uma nova forma de construção e organização espacial devedora do gótico. Os seus aspetos mais marcantes assentam no emprego do arco quebrado, na utilização de abóbadas de cruzamento de ogivas e na aplicação do arcobotante. O gótico acompanhará o crescimento urbano das povoações do Alto Minho patenteado na reformulação do sistema defensivo, muralhas e castelos, pontes, edifícios públicos, residências senhoriais, igrejas e conventos.


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Cada concelho do Alto Minho (Arcos de Valdevez, Caminha, Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Ponte da Barca, Ponte de Lima, Valença, Viana do Castelo e Vila Nova de Cerveira) dispõe de um espaço físico, designado por Estação do Tempo, que se constitui como um “portal” de acesso a uma rota, a partir do qual se parte para uma viagem no tempo que pode ser feita de duas formas: uma viagem por uma determinada época por todo o Alto Minho, ou uma viagem pelos vários períodos da história e pelas marcas que deixaram neste território.

A Estação do Tempo do Românico ao Gótico situa-se em Ponte da Barca, no Centro de Informação, Cultura, Convívio e Sede da Junta de Vila Nova de Muía.