Rota do Barroco


O Alto Minho foi palco do surto de construção barroca, tanto na arquitetura religiosa como na civil e militar. Numa primeira fase, surgem as igrejas rurais, datadas da segunda metade do século XVII e da primeira do século XVIII, ainda muito entrosadas nos moldes renascentistas.


Numa segunda fase, além dos fiéis das paróquias, já intervêm outros encomendadores, quer de ordens religiosas, quer de irmandades das Misericórdias ou até mesmo de emigrantes brasileiros. Os primeiros substituíram as suas igrejas velhas pelo novo figurino; os emigrantes brasileiros, de torna viagem, traziam consigo desenhos ou pagelas, a fim de construírem na sua terra, uma igreja ou uma capela, isolada ou anexa a um solar.


Foram as irmandades das Misericórdias que remodelaram as suas igrejas de Viana, Caminha, Cerveira, Monção, Arcos de Valdevez, Ponte da Barca e Ponte de Lima, dotando-as de belas talhas douradas. Foram ainda as confrarias mais importantes que restauraram e construíram de novo igrejas cheias de beleza, umas ainda dentro da temática maneirista, outras já vincadamente barrocas, quer no recheio interior, quer nas formas exteriores.


ALVES, Lourenço, 2000 - Arquitectura Religiosa do Alto Minho II - Séc. XVIII ao Séc. XX, Escola Superior de Teologia e Ciências Humanas