Rota da Arte Rupestre e do Megalitismo


Na região do Alto Minho encontram-se inúmeros vestígios de ocupação humana durante o período correspondente à chamada Pré-história, ou seja a história antes do domínio da escrita, em especial do estilo designado de Arte Rupestre Atlântica, um estilo único nesta área geográfica e na Galiza. Muitos dos vestígios assumem a forma de gravuras cravadas na rocha ou em conjuntos de rochas, de menires ou de monumentos funerários (como dolmens ou antas), por vezes de grande impressividade, por vezes discretos, que constituem um inestimável património histórico e arqueológico do território. Tais manifestações culturais parecem, de facto, assemelhar-se a um verdadeiro museu de arte pré-histórica ao ar livre, tal como o definiram alguns pensadores do início do século XX.


Além do inegável valor histórico e científico e das múltiplas narrativas que suscita, a arte rupestre e megalítica do Alto Minho interagiu na paisagem do passado, sendo, portanto, um elemento com valor identitário, e continuou a interagir ao longo do tempo, tendo, muitas vezes, perdurado na memória imaterial das populações locais, influenciando modos de vida rurais e originando uma infinidade de práticas e tradições.  


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Cada concelho do Alto Minho (Arcos de Valdevez, Caminha, Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Ponte da Barca, Ponte de Lima, Valença, Viana do Castelo e Vila Nova de Cerveira) dispõe de um espaço físico, designado por Estação do Tempo, que se constitui como um “portal” de acesso a uma rota, a partir do qual se parte para uma viagem no tempo que pode ser feita de duas formas: uma viagem por uma determinada época por todo o Alto Minho, ou uma viagem pelos vários períodos da história e pelas marcas que deixaram neste território.

A Estação do Tempo da Arte Rupestre e do Megalitismo situa-se em Caminha, no edifício do Museu Municipal.