Património Paredes de Coura


IV Via Romana de Braga a Astorga

Importante via romana, identificada como a IV Via Militar Romana que ligava Bracara Augusta (Braga) a Asturica Augusta (Astorga). Situa-se no sopé do monte onde está o Castro de Cossourado, atravessando o concelho de Paredes de Coura. São elementos de interesse, em Rubiães, uma ponte que terá a sua origem nesta época, e um conjunto de 14 marcos miliários. Esta via era, também, utilizada na época medieval como Caminho para Santiago de Compostela, trajeto que hoje volta a ser percorrido por peregrinos ou caminhantes em direção àquela cidade.


Capela da Pena

No cimo do pedregoso Monte da Pena, na freguesia de Mozelos, com vista sobre o vale do rio Coura está situada a capela de Nossa Senhora da Pena, do século XVIII. Um templo construído em cantaria autoportante de granito, de planta retangular. Na fachada frontal está presente a imagem de Nossa Senhora da Pena.


Capela de Nossa Senhora da Conceição

A Capela de Nossa Senhora da Conceição integrada da Casa dos Anjos foi construída em 1736, inserida no meio rural da freguesia de Ferreira. Nesta capela destaca-se a talha dourada ali existente.


Capela de São Bartolomeu de Antas 1592

Esta capela inserida em meio rural e implantada em espaço empedrado marginal à estrada de acesso, situada no lugar de Antas, na freguesia de Rubiães. A capela deverá ter sido construída entre os séculos XVI.


Capela de S. Bento da Porta Aberta

A Capela de S. Bento da Porta Aberta na freguesia de Cossourado é um exemplar de referência no barroco rural do Alto Minho, do século XVIII. Situa-se num adro murado, no cimo de um escadório imponente e envolta em frondosos carvalhos. Diz-se que o seu nome deriva do fato de, por diversas vezes, a população ter encontrado a porta da capela aberta, com o santo padroeiro, S. Bento, em cima de uma árvore do adro.


Capela do Divino Espírito Santo

Este edifício do século XVIII acolhe a maior Confraria de Portugal, a "Real Confraria do Divino Espírito Santo". Enquadra-se num arranjo jardinado onde se destaca um escadório no estilo "império", dotado de fontes e de um belíssimo cruzeiro biface, construído no século XIX.


Crasto de Cristelo

Elevado a cerca de 500 metros de altitude, o Crasto de Cristelo ocupa uma mancha de granito calco-alcalino, porfiroide, de grão grosseiro. De acordo com a arqueóloga Maria de Fátima Matos da Silva, este povoado é rico em vestígios de estruturas "possivelmente habitacionais" e pedra aparelhada em granito. Para a investigadora, “o povoado deveria ter tido duas muralhas: uma a rodear a acrópole e outra sensivelmente no meio da encosta".


Eira Comunitária de Porreiras

Um verdadeiro postal vivo e de obrigatória visita, a Eira comunitária da freguesia de Porreiras, conhecida como o "Celeiro do Alto Minho", é a preservação da memória de outros tempos.

Situada a sete quilómetros da vila de Paredes de Coura, a Eira Comunitária conta com oito espigueiros, quatro alpendres que serviam de palheiros e um núcleo de moinhos de água recuperados nos últimos anos, proporcionando ainda uma vista fabulosa sobre a belíssima paisagem.


Igreja do Ecce Homo

A sua construção, de estilo rococó, iniciou-se em 1779, está situada na freguesia de Padornelo. Tem uma frontaria lavrada em cantaria de granito de estilo joanino e uma decoração interior que, apesar da abundância de motivos da crucificação, apresenta elementos decorativos caraterísticos do reinado de D. Maria, tais como ramalhetes, flores, contas do rosário com algumas colunas fingidas no altar-mor.


Igreja Românica de Rubiães

A Igreja de S. Pedro de Rubiães localiza-se na freguesia de Rubiães e foi construída em 1295, trata-se de uma igreja românica do século XIII. Está integrada no roteiro dos peregrinos de Santiago e classificada como Monumento Nacional. É um edifício de uma só nave, dos elementos decorativos de realce, destacam-se o pórtico composto por 3 colunelos embutidos e respetivos arcos, onde sobressai o dintel com a representação do Pantocrator (Cristo Todo Poderoso). No adro encontra-se um marco miliário da via militar romana Braga-Astorga, que apresenta no verso uma sepultura medieval.


Miliário da Quinta do Castro

Coluna miliária em mau estado de conservação. Inscrição incompleta e muito erodida, pelo que é praticamente ilegível. Encontra-se deitada e parcialmente enterrada, faltando-lhe toda a epígrafe, se a teve.


Miliário de Barreiros

Coluna miliária em razoável estado de conservação. Epígrafe disposta em oito linhas, com caracteres atuários e em gravação em "V", sem pontos distinguentes entre as palavras. Os caracteres são irregulares e encontram-se em mau estado de conservação.


Miliário de Caracala

Encontrado em 1894, em obras no adro da igreja Românica de Rubiães. Na altura estava a servir de sepultura, juntamente com muitas outras do século XIII. Coluna miliária em bom estado de conservação. Foi reaproveitada para sepultura antropomórfica na época medieval, sem danificar o campo epigráfico. A inscrição está incompleta, não se conseguindo ler a milha, pelo facto de possivelmente ter estado enterrada. A epígrafe, em caracteres atuários, foi elaborada em gravação em V, possuindo pontos distinguentes entre algumas palavras, num único campo epigráfico, disposto em catorze linhas visíveis. A inscrição é honorífica, em honra de Caracala, apesar de alguns autores afirmarem ser dedicada a Marco Aurélio.


Miliário de Fonte de Olho

Coluna Miliária em mau estado de conservação. A épigrafe está incompleta, tendo sido elaborada com caracteres atuários, em gravação em V, num único campo epigráfico disposto actualmente em três linhas. Está fraturada. A inscrição é honorífica, em honra de Magnêncio.


Núcleo de marcos miliários de Antas

Conjunto constituído por seis miliários em redor da capela de S. Bartolomeu, em Antas, Rubiães. Dois deles sustentam o alpendre frontal da Capela, os outros quatro encontram-se dispostos pelo adro. Todos os miliários estão classificados como Monumentos Nacionais.


Ponte romano-medieval de Rubiães

Declarada Imóvel de Interesse Público, a Ponte Romana/Medieval de Rubiães, integralmente em cantaria de granito, tem gerado uma frutífera discussão em torno das suas origens. O Instituto Português do Património Arquitetónico argumenta que o tabuleiro em dupla rampa da ponte contradiz a tendência horizontal das pontes romanas. Contudo, existe a possibilidade de as bases dos pilares e algumas lajes do tabuleiro poderem tratar-se de pedras romanas muito bem aparelhadas, facto que acaba por confirmar a anterioridade desta ponte em relação à época medieval. O tabuleiro de cavalete assenta diretamente sobre o fecho de três arcos de volta inteira, sendo o central o de maior envergadura. Em ambas as margens, as rampas da ponte são precedidas de troço do caminho antigo.


Povoado Fortificado de Cossourado

Implantada numa área extremamente rica em monumentos arqueológicos, e que ocupa um total de 10 hectares, a Cividade de Cossourado é, pela sua antiguidade, imponência topográfica de importante relevo no contexto da cultura castreja da região do Alto Minho. Nas escavações desenvolvidas encontraram espólio de diferentes tipologias, testemunho de uma considerável e necessária organização socioeconómica. Recentemente, para além do restauro das estruturas habitacionais, procedeu-se à reconstituição de um núcleo formado por duas cabanas que recriam as habitações do povoado.