Segunda-feira 11 de Dezembro, 2017
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Fique a conhecer melhor o Alto Minho e os dez concelhos que compõem este espaço territorial: Arcos de Valdevez, Caminha, Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Ponte da Barca, Ponte do Lima, Valença, Viana do Castelo e Vila Nova de Cerveira. Veja ainda as notícias, curiosidades, rotas turísticas, guias, informação de apoio empresarial e muito mais sobre esta região do Noroeste português.
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Sobre a Região

O Alto Minho situa-se no Noroeste de Portugal, na província tradicional do Minho, integrando os concelhos de Arcos de Valdevez, Caminha, Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Ponte da Barca, Ponte do Lima, Valença, Viana do Castelo e Vila Nova de Cerveira, com uma população de cerca de 250.000 habitantes, distribuída por uma área territorial de 2210 km2. Limita a norte e a leste com a Espanha, a sul com o distrito de Braga e a oeste com o Oceano Atlântico.
A sede do distrito é a cidade de Viana do Castelo.
A região é servida por boas infraestruturas logísticas, como o aeroporto do Porto, Vigo e Santiago de Compostela e os portos de Leixões, de Viana do Castelo e Vigo, assim como de importantes acessibilidades, nomeadamente a A3, autoestrada do Minho (Porto - Valença), a A28, autoestrada do Litoral Norte (Porto - Caminha), a A27 (Viana do Castelo - Ponte de Lima) e o IC28 (Ponte de Lima - Ponte da Barca).


Geografia Física
O Alto Minho desenvolve-se num anfiteatro de altitudes gradualmente crescentes a partir da orla costeira até ao planalto de Castro Laboreiro e aos contrafortes do Parque Nacional da Peneda-Gerês, na zona leste, onde avultam formas de relevo espetaculares ao nível de escarpas alcantiladas, penedias, por vezes proeminentes e de formas curiosas, e vales abruptos, originados por ação combinada da tectónica e da erosão. Todo o Alto Minho é sulcado por diversos cursos de água que formam férteis veigas, mais ou menos extensas.
A zona costeira apresenta, a norte, características rochosas e com pequenas praias encaixadas entre promontórios e afloramentos rochosos e a sul regista a presença de um cordão dunar, de largas e contínuas faixas de areal, (dunas embrionárias e frontal com larguras variáveis de 50m a 300m) sustidas por pequenos tômbolos naturais, e muitas praias. Este complexo ambiente costeiro é ainda formado pelos estuários dos rios Minho, Lima e Neiva.


Proeminências mais significativas
• Serra da Salgosa - 448 m de altitude
• Serra de Santa Luzia – 549 m de altitude
• Monte de Vale Mourinho – 711 m de altitude
• Serra D'Arga – 825 m de altitude
• Serra da Alagoa - 842 m de altitude
• Corno do Bico – 883 m de altitude
• Monte do Pernidelo
• Serra do Laboreiro - 1335 m de altitude
• Serra Amarela – 1361 m de altitude
• Serra da Peneda – 1416 m de altitude
• Serra do Soajo - 1416 m de altitude


A rede hidrográfica do Alto Minho é caracterizada pelas bacias de três rios: a bacia do rio Minho e seus afluentes, Coura, Mouro, Trancoso e Laboreiro, a norte, a servir de limite com a Espanha, a bacia do rio Neiva, a sul, a servir de limite com o distrito de Braga e a bacia do rio Lima que atravessa a zona central da região. Os principais afluentes que constituem a rede hidrográfica da bacia do Vale do Lima são os rios Vez, Labruja e Estorãos, na margem direita e os rios Vade e Trovela, na margem esquerda. A área geográfica da bacia do Lima abrange quatro concelhos: Arcos de Valdevez, Ponte da Barca, Ponte de Lima e Viana do Castelo. De realce ainda os rios Âncora e Cabanas que nascem no distrito e desaguam directamente no Oceano Atlântico, em Vila Praia de Âncora e Afife, respectivamente.
Não é muito significativa a quantidade de água represada no distrito, existindo apenas: a Barragem de Pagade, no rio Coura, e as Barragem do Alto Lindoso e Barragem de Touvedo no rio Lima.


Clima
A localização geográfica da região impõe-lhe características climáticas de transição entre os climas frios e húmidos do Norte da Europa, e os climas quentes e secos de África. Ainda que, sob o ponto de vista climático, a influência mediterrânica se faça sentir em toda a extensão do território nacional, no Noroeste peninsular, e portanto neste espaço territorial, predomina com alguma evidência a influência atlântica. As variações das temperaturas médias anuais são pequenas, devido ao efeito regulador do Atlântico, situando-se entre os 7,5ºC e os 15ºC. As amplitudes térmicas aumentam à medida que se caminha do litoral para o interior e se avança em altitude. De uma forma geral, pode dizer-se que os invernos são amenos e os verões são frescos. As massas de ar húmido, provenientes do oceano, sobem ao encontrar a barreira montanhosa que delimita a região e que se inicia logo junto ao mar, provocando a sua condensação e precipitações elevadas em toda a região. Encontram-se nesta zona as precipitações mais elevadas da Europa, que podem atingir os 3.400 mm anuais nas terras mais altas do interior. Note-se, contudo, que é no que diz respeito às precipitações que mais se fazem sentir as características dos climas mediterrânicos. A distribuição das chuvas é irregular ao longo do ano, concentrando-se entre dezembro e março (com cerca de 50% da precipitação anual). Em contrapartida, os meses de verão, de junho a setembro, não recebem mais do que12% daquela precipitação anual. A ocorrência de geadas é praticamente nula na orla costeira, aumentando à medida que se caminha para o interior e em altitude. Em certos locais, o período de risco de geadas atinge os três meses, normalmente de outubro/novembro até março. Já a insolação, com valores mínimos no inverno e máximos no mês de julho, apresenta valores médios na ordem das 2.400 horas de sol descoberto por ano, havendo decréscimos deste valor do litoral para o interior.