Segunda-feira 25 de Setembro, 2017
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O Outeiro Pedroso

Lá para os lados do Monte do Castelo, na freguesia de Sago, existia, como o próprio nome o diz, um castelo onde moravam, em tempos antigos, os mouros. Quem morava à volta do local conhece a «buraca da Moura», as pias onde os mouros se lavavam, e o morro que encima o castelo, a que o povo chama de «Curunha do Castelo». Há quem diga que os mouros subiam lá para cima com uma corneta, que tocavam quando avistavam alguém a aproximar-se. Nessa altura, formavam-se grupos dos dois lados, e aquilo era pedrada de todo o tamanho! Os mouros não deixavam lá entrar ninguém. Quando queriam sair seguiam pela «buraca da Moura» até ao castelo da Lapela, por um túnel subterrâneo. Alguns afirmam que esse túnel ia até à outra margem do Minho.
Com o tempo desapareceram todos e só por lá ficou uma Moura, sozinha, escondida na maior parte do tempo, aparecendo só pela manhã, quando penteava os longos cabelos ao sol.
Ora, dizia-se, a Moura escondia tesouros fabulosos, mas era preciso desencantar a Moura e os tesouros para os conseguir trazer para casa. Sabiam os mais velhos que era preciso levar lá um arado com galinhas cangadas! Só assim o tesouro sairia de dentro dos penedos que se encontravam no castelo.
Um certo dia, uns homens da aldeia foram à mourama e levaram, ao cantar dos galos, dois galos cangados com um arado. Subiram ao castelo nessa companhia, na esperança de conseguirem o tão ambicionado tesouro da Moura. Os galos começaram a cantar e, entre um barulho imenso, o penedo começou a abrir-se. Mas, de dentro do penedo só saíam cobras! Quanto mais o penedo abria, maiores eram as cobras. Os homens nem queriam acreditar no que viam. Cheios de medo, gritaram uns para os outros:
- Valha-nos Jesus Cristo! 
E o desabafo apresentou-se como ordem de fugida. Largando galos e todas as pertenças, deram a correr para bem longe dali. Mais tarde, quando um mais corajoso foi ver o resultado, encontrou o penedo bem fechado, como sempre estivera no passado.