Sábado 27 de Maio, 2017
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Fique a conhecer melhor o Alto Minho e os dez concelhos que compõem este espaço territorial: Arcos de Valdevez, Caminha, Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Ponte da Barca, Ponte do Lima, Valença, Viana do Castelo e Vila Nova de Cerveira. Veja ainda as notícias, curiosidades, rotas turísticas, guias, informação de apoio empresarial e muito mais sobre esta região do Noroeste português.
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História

Ponte de Lima é considerada quase como um museu vivo, repleta de legados de várias civilizações que aqui se fixaram desde tempos longínquos. Relativamente à sua fundação e primitivo povoamento, restam ainda algumas dúvidas. Alguns autores afirmam que terá sido fundada pelos gregos, em 1.304 a.C., outros atribuem a sua fundação aos Túrdulos, em 500 a.C. De seguro pode-se afirmar que a vila já existia no tempo do Imperador Adriano, em 114 a.C. designando-se então Forum Limicorum. Testemunho da sua antiguidade é a sua famosa ponte sobre o rio Lima que, originalmente, foi edificada no tempo do Imperador Augusto fazendo a ligação do eixo viário entre Braga e a cidade espanhola de Astorga, e estando na origem do nome da vila. Esta ponte foi mais tarde reconstruída, restando da antiga ponte romana apenas o troço inicial.
São inúmeros os registos escritos que fazem referência a esta vila, sendo que o primeiro que se conhece é uma doação de 985, que o Conde Telo Alvites faz da igreja Paratela ao mosteiro de Ante Altares, onde é citada a igreja de Santa Maria de Ponte de Lima. Mais tarde, numa outra doação, da Rainha D. Teresa, é mencionada a terra de Ponte. Em 1125, a mesma rainha, reconhecendo a sua importância política e militar, concedeu-lhe foral, incluindo no mesmo grandes privilégios como o da instituição de uma feira, incentivando o desenvolvimento económico e sugestionando a fixação de populações.
No século XIII, era a cabeça de um pequeno distrito medieval, ocupando nele uma posição notavelmente excêntrica, pois ficava no seu extremo oriental. Nesta altura, este território florescia graças ao comércio de mercadorias que chegavam à foz e parte do curso de Lima, a que se devem acrescentar ainda a pesca, a extracção do sal e as actividades artesanais.
O surto económico e demográfico fez com que, a determinada altura, se sentisse a necessidade da construção de muralhas. Estas, começaram a ser construídas, conforme memoriza uma lápide, no reinado de D. Pedro I, por volta de 1359, estando já edificadas no ano de 1370. Com um perímetro relativamente grande, era defendido por nove torres em seu redor, com seis portas. As resoluções camarárias foram desfazendo entre 1787 e 1857 quase todo o velho aparato defensivo, restando apenas uma torre e um lanço de muro.
Em 1464, no reinado de D. Afonso V, este converteu a vila em senhorio de D. Leonel de Lima, primeiro Visconde de Vila Nova de Cerveira, que aqui mandou construir o seu castelo e a igreja de Santo António dos Frades. Mais tarde, no reinado de D. Manuel I, Ponte de Lima foi objecto de vários melhoramentos urbanos: a ponte foi pavimentada e o seu foral foi renovado, reafirmando os privilégios da população, sendo o povo de toda a vila isento de pagar portagens em todo o reinado. No início da última década do milénio passado, a Assembleia Municipal da vila minhota recusou a elevação à categoria de cidade, defendendo o lema de que "mais vale ser uma grande vila do que pequena cidade".