Segunda-feira 21 de Agosto, 2017
pesquisa
#
#
Seja bem-vindo
Fique a conhecer melhor o Alto Minho e os dez concelhos que compõem este espaço territorial: Arcos de Valdevez, Caminha, Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Ponte da Barca, Ponte do Lima, Valença, Viana do Castelo e Vila Nova de Cerveira. Veja ainda as notícias, curiosidades, rotas turísticas, guias, informação de apoio empresarial e muito mais sobre esta região do Noroeste português.
Newsletter
Newsletter
Subscreva a nossa newsletter e receba todas as novidades no seu e-mail.
Área reservada |
História

Tomando como provável a tradição, o castelo de Melgaço terá sido construído no reinado de D. Afonso Henriques, por volta de 1170. Foi aliás este monarca quem concedeu a Melgaço a sua primeira carta de foro, entre 1183 e 1185, carta essa que  foi confirmada por D. Afonso II em 1219, para ser substituída, no reinado de D. Afonso III, em 1258, por nova Carta de Foral. 

A concessão de uma carta de foro pressupõe a existência de um burgo, mesmo que ele fosse de criação recente.

Na colina de Melgaço, sobranceira ao Rio Minho, estrategicamente colocada em relação á passagem para a Galiza, instalaram-se colonos e desenvolveu-se uma centro de trocas comerciais. Na vizinhança adejavam as asas protectoras de dois grandes mosteiros: Fiães e Paderne. O ainda incipiente burgo, muito á mercê das investidas das tropas leonesas, necessitava de uma protecção mais eficaz que aquela que lhe era facultada pela pequena fortaleza que o primeiro rei terá mandado construir no topo mais setentrional da penedia, sítio onde mais tarde seria erguida a torre de menagem.

Foi no reinado de D. Sancho II que a vila começou a ser rodeada de uma cerca defensiva.

Esta necessidade havia já surgido no reinado anterior, no de seu pai D. Afonso II, por força das lutas político-militares que motivaram  a luta armada entre ele e  as infantas suas irmãs.

Nessa altura, entre 1211-1212, o norte de Portugal foi invadido pelas hostes leonesas,  justificadamente para defender os interesses das ditas infantas e Melgaço foi mesmo tomada, facto que apressou a construção da muralha. As medidas foram tomadas, pois em 1245 já estava em construção com o apoio do rei e a colaboração local, sobretudo o convento de Fiães.

Naturalmente que a história de  Melgaço não se confina ao burgo histórico.

Em Parada do Monte, em Gave e no planalto de Castro Laboreiro são ás dezenas as  sepulturas megalíticas, as mamuas, que atestam a presença milenar do homem  que calcorreou a montanha na senda dos caprinos e dos ovinos. Mesmo ao lado, no começo da nacionalidade, ergueram um altaneiro castelo, sentinela firme contra as investidas galaico-leonesas. Sobre os córregos construíram pontes em sólida alvenaria, na montanha e nos vales aconchegados espalharam brandas e inverneiras.  Não podemos esquecer  as dezenas de pesqueiras que ponteiam a margem do Rio Minho, bem como,  os conventos, as igrejas  e as capelas, algumas de traça bem românica. Todo este património simboliza a história de Melgaço ao, longo dos tempos.