Segunda-feira 21 de Agosto, 2017
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Fique a conhecer melhor o Alto Minho e os dez concelhos que compõem este espaço territorial: Arcos de Valdevez, Caminha, Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Ponte da Barca, Ponte do Lima, Valença, Viana do Castelo e Vila Nova de Cerveira. Veja ainda as notícias, curiosidades, rotas turísticas, guias, informação de apoio empresarial e muito mais sobre esta região do Noroeste português.
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Viana do Castelo

Debruçada sobre as mansas águas do Lima, que os romanos comparavam com o mitológico Lethes pelas suas virtudes de encantamento, Viana do Castelo é uma das cidades mais belas de Portugal. Do seu porto saíram muitas das caravelas que iriam experimentar as rotas atlânticas, trazendo de volta açúcar, especiarias, marfins. A cidade enriqueceu e nos seus imensos estaleiros os navios construíam-se com pinho "cortado em janeiro e enterrado durante um ano". A fama de Viana tornou-a alvo da cobiça de corsários franceses que em 1574 tentaram tomá-la de assalto com 8 navios, mas foram repelidos pelos seus habitantes.

Foram vários os vianenses que não resistiram ao apelo do mar e se aventuraram em busca de fama e riqueza: Gonçalo Velho Cabral colonizou os Açores; Fernão Martins da Costa percorreu a costa africana; João Velho partiu para o Congo misterioso; João Álvares Fagundes foi até às frias águas da Terra Nova, abrindo caminho para o culto português de comer bacalhau.

Percorra sem pressa as ruas desta cidade de descobridores, com tanta beleza para partilhar, desde encanto singular da Praça da República à aprazível avenida marginal onde o rio se torna mais amplo, atravessado pela ponte de ferro projetada por Eiffel. A casa do navegador João Velho, uma interessante relíquia de arquitetura da era dos Descobrimentos, descobre-se ao lado da matriz medieval.

Os antigos Paços do Concelho, a quinhentista Casa da Misericórdia e o Chafariz do mesmo século, entre outros, são também marcos importantes de um passado com história. As ruas e ruelas do centro histórico, um dos mais belos e conservados do país, chamam a nossa atenção, quer pelas belas fachadas armoriadas, quer pelos painéis de azulejos preciosos no traço e na cor, constituindo um autêntico compêndio da história da arquitectura em Portugal.

 

Chafariz da Praça da República (Século XVI)

Foi construído, ou pelo menos concluído em 1559, sendo obra do mestre canteiro João Lopes “o velho”, o mesmo que alguns anos antes executara o chafariz de Caminha e, muito provavelmente, alguns dos chafarizes semelhantes que podemos encontrar em cidades galegas como Pontevedra. Foi durante vários séculos o ponto de abastecimento de água potável da população vianense e, pela sua monumentalidade e localização, uma das referências urbanas do burgo.

Antigos Paços do Concelho (Século XVI)

Depois que o antigo lugar de reunião do concelho foi ocupado pela igreja de Santa Maria Maior (hoje Sé), foi construída fora de portas esta Casa da Câmara logo no princípio do século XVI. É, como tantas outras construções similares do Noroeste hispânico, um edifício sobradado, tendo no andar nobre a “Câmara” onde reunia a vereação e no piso térreo uma arcada para abrigo das pessoas e de escribas que aqui redigiam, para os iletrados, requerimentos e outros documentos endereçados à Câmara.

Edifício da Misericórdia e Igreja (Século XVI)

Tendo sido criada em 1520, a confraria da Misericórdia de Viana, desenvolveu-se de tal forma que, no início do segundo quartel do século XVI a mesa resolveu construir a chamada “Casa das Varandas”. Este edifício, datado de 1589, é um exemplar único da arquitectura de inspiração renascença e maneirista, com influências italianas e flamengas. Em 1716 iniciaram-se as obras de remodelação da igreja, entregues ao engenheiro militar vianense Manuel Pinto de Vilalobos. Apresenta no seu interior uma grande riqueza decorativa, bem ao gosto da época, quer pela talha em estilo nacional da autoria de Ambrósio Coelho, quer pelos belos revestimentos em azulejo, pintados por Policarpo de Oliveira Bernardes, quer ainda pelos frescos do tecto da autoria de Manuel Gomes. É, sem dúvida, um dos melhores exemplares barrocos de todo o país.

Casa de Sá Soutomaior (Século XVI)

Museu do Traje (Século XX)

Situado em pleno centro histórico da cidade, o edifício do antigo Banco de Portugal, alberga, desde 2004, o Museu do Traje que dá a conhecer, a riqueza etnográfica dos tradicionais trajes vianenses. O espólio exposto compreende, igualmente, os utensílios utilizados para a confeção artesanal de peças de vestuário. Além da exposição permanente “ A lã e o linho no traje do Alto Minho”, o Museu do Traje realiza inúmeras exposições temporárias tendo como tema o traje e etnografia Vianenses.

Hospital Velho (Séculos XV/XVII)

Antiga pousada de acolhimento dos peregrinos de Santiago, fundada por João Paes “o velho” em 1468 e restaurada no século XVI. A fachada é fruto da reconstrução do século XVI, sendo visíveis as janelas de recorte manuelino e a inscrição, transcrita do original (uma vez que os algarismos árabes não eram ainda utilizados em 1468), sendo que a pedra de armas e o nicho sobre a porta são já do século XVII. Também quinhentista é o pátio interior, ao qual se acede através de três arcos muito largos e abatidos de aresta chanfrada.

Casa dos Nichos (Século XV)

Implantada sensivelmente a meio da Rua de Viana, antiga Rua do Cais, pode admirar-se a chamada “Casa dos Nichos”, que embora tenha sofrido grandes remodelações, principalmente ao nível das portas e janelas, apresenta ainda duas belíssimas escultura góticas, encimadas por dosseletes que representam a cena da Anunciação.

Igreja Matriz (Século XV)

A Sé de Viana, embora apresente uma estrutura maciça bem ao gosto da arquitectura românica, é sem dúvida uma obra influenciada pela estética gótica, tendo a sua construção sido iniciada nos alvores do século XV. O portal apresenta um arco ogivado recortado por três arquivoltas profusamente decoradas, que são suportadas por seis esculturas que representam outros tantos apóstolos (S. Pedro, S. Paulo, S. João, S. Bartolomeu S. Tiago e Santo André). Este portal, tanto a nível estrutural como temático, denota certas afinidades com os portais galegos, nomeadamente com o da igreja de S. Martin de Noya.

Casa dos Costa Barros (Século XVI)

Casa senhorial da época dos descobrimentos onde se destaca a janela monumental central de inspiração renascentista com motivos decorativos “manuelinos” e “platerescos”. Construída em meados do século XVI é, sem dúvida, a mais bela e imponente janela quinhentista da cidade.

Estátua de Viana (Século XVIII)

Mandado construir em 1774 pelo Conde da Bobadela, José António Freire de Andrade, Governador de Armas da província do Minho é, paralelamente ao Templo-Monumento de Santa Luzia, um dos ex-libris da cidade. A figura feminina de vestes ondulantes, segurando uma caravela, em estilo rococó, que domina todo o conjunto, simboliza Viana e a sua vocação marinheira. Os quatro bustos que rematam as esquinas do pedestal, simbolizam os continentes europeu, asiático, africano e americano, como alusão aos “quatro cantos do mundo” e à tradição mareante e mercadora dos vianenses.

Capela das Almas (Séculos XIII/XVIII)

Foi a primeira Matriz de Viana, até à construção da atual Sé Catedral dentro do perímetro amuralhado em meados do século XV. Conhecida tradicionalmente por Matriz Velha, passou a chamar-se Capela das Almas pelo facto de o seu adro ter sido local de enterramento desde o tempo de D. Afonso III até finais do século XIX. Da estrutura primitiva do século XIII, reedificada e acrescentada em 1719, por ação do cónego Domingos de Campos Soares, restam um arco-sólio na parede sul do templo e a cruz de cabeceira, sendo no restante um edifício típico dos pequenos templos do barroco setecentista.

Ponte Eiffel (Século XIX)

Inaugurada em 30 de Junho de 1878, em plena época da arquitectura do ferro, sob o risco e os cálculos da prestigiada Casa Eiffel, a ponte metálica sobre o rio Lima veio não só permitir o tráfego ferroviário, como também substituir a velha ponte de madeira que ligava o terreiro de São Bento em Viana à margem esquerda do rio Lima (Darque). Com quinhentos e sessenta e três metros de cumprimento e seis de largura, foram necessários mais de 2.000.000 kg de ferro para a construção dos tabuleiros que assentam em nove pilares em cantaria de granito, cujas fundações chegam a atingir os 22 metros.

Capela das Malheiras (Século XVIII)

A chamada Capela das Malheiras (por alusão à família proprietária - os Malheiro Reimão), é um dos mais belos exemplares da arquitetura rocócó protuguesa, mandada edificar por D. António do Desterro (Malheiro), na altura Bispo do Rio de Janeiro. Para além da elegante fachada, para alguns autores obra de Nicolau Nasoni ou da sua escola, esta Capela apresenta um notável retábulo em talha policromada, segundo Robert Smith um dos melhores exemplares de talha minhota em estilo rocócó.

Casa dos Abreu Távora (“dos Condes da Carreira”) (Século XVI)

Construído em meados do século XVI o Palácio dos Abreu Távora, mais tarde denominado dos Condes da Carreira, é uma das mais belas casas senhoriais da cidade, onde se destacam as janelas e portas “manuelinas”, às quais as alterações e os acrescentos posteriores vieram, mais do que preservar, realçar e valorizar. Neste edifício funciona, desde 1972, a Câmara Municipal de Viana do Castelo.

Igreja da Caridade / Convento de Sant’Ana (Séculos XVI/XX)

Igreja do antigo Convento de Santa Ana, de freiras beneditinas, mandado edificar pela nobreza local com o apoio da Câmara, para albergar as filhas dos nobres vianenses que eventualmente não casassem. O convento primitivo, de raíz gótica, foi obra de Pero Galego, morador em Caminha, onde nos alvores do século XVI dirigiu a segunda fase das obras na igreja Matriz. Depois de algumas obras de ampliação realizadas no inícios do século XVIII, foi entre 1897 e 1905 que se executaram as principais obras de reformulação do edifício conventual, daí resultando um grandioso conjunto arquitetónico que preservou o frontespício da igreja setecentista em estilo “barroco joanino” e que reaproveitou na torre o magnifico coruchéu manuelino.

Teatro Municipal Sá de Miranda (Século XIX)

Teatro “Italiano” dos finais do século XIX, segundo plano do arquiteto João Marques Sardinha. É um edifício sóbrio, com alguns elementos neoclássicos, onde se destaca o teto abobadado com uma belíssima pintura a fresco da autoria de João Baptista Rio. Possui ainda o pano de boca original, idealizado pelo cenógrafo Italiano Manini e executado por Hercole Lambertini. Este Teatro, recentemente restaurado, é sem dúvida o principal espaço cultural da cidade.

Casa dos Melo Alvim (Século XVI)

Construído no início do século XVI, é considerado o solar mais antigo da cidade. Ostenta ainda janelas e ameias em estilo manuelino, sendo visíveis alguns acrescentos já dos finais do século XVI. No interior são perceptíveis elementos dos séculos XVI e XVII, nomeadamente a escada monumental em granito. Foi alvo de um meritório trabalho de restauro na década 90 para a instalação de uma Estalagem.

Museu Municipal / Palacete dos Barbosa Maciel (Século XVIII)

Instalado numa distinta mansão senhorial do século XVIII, o Museu Municipal de Viana do Castelo possui uma das mais importantes e valiosas colecções de faiança antiga portuguesa dos séculos XVII a XIX, que inclui diversas peças da famosa Fábrica de Louça de Viana. Para além de um importante acervo de pintura, desenho e peças de arte sacra, destaca-se a bela coleção de mobiliário indo-português do século XVIII. Neste espaço, é possível ainda descobrir um espólio de azulejaria portuguesa e hispano-árabe, único na sua variedade e riqueza.

Igreja de São Domingos (Século XVI)

A Igreja de S. Domingos, que subsiste do antigo convento de Santa Cruz fundado pelo Dominicano D. Frei Bartolomeu dos Mártires, o Arcebispo Santo, beatificado pelo Papa João Paulo II, célebre pela sua participação no Concílio de Trento, é um templo quinhentista, edificado entre 1566 e 1576, sob risco do dominicano Frei Julião Romero, o mesmo que já traçara a igreja de S. Gonçalo de Amarante. No interior podem admirar-se vários altares de belíssima talha dourada, com destaque para o grandioso retábulo do braço norte do transepto, em “talha gorda”, entalhado pelo mestre bracarense José Alvares de Araújo, a partir do desenho encomendado pela confraria do Rosário, em 1760, ao mestre André Soares e que recebeu do prestigiado especialista Robert Smith a classificação de “obra-prima do estilo rocaille de toda a Europa”.

Igreja da Senhora da Agonia (Século XVIII)

O edifício actual da Igreja de Nª Sr.ª d’Agonia data de meados do século XVIII e é o resultado da reconstrução de uma antiga capela terminal de uma via-sacra. Neste exemplar do barroco final, onde é possível detetar algumas influências do barroco luso-brasileiro, destacam-se os retábulos dos altares decorados em “talha gorda”, com especial relevo para o cenotáfio da Paixão desenhado por André Soares. A torre, que data de 1868, foi construída deslocada do corpo do edifício, para não impedir as tradicionais voltas da romagem em torno da Igreja.

Forte ou Castelo de São Tiago da Barra (Séculos XV/XVII)

Pensa-se que datará do reinado de D. Afonso III, a primeira fortificação colocada na barra da foz do rio Lima, embora a mais antiga data segura seja já do século XV, quando ali foi construída uma fortaleza, que teria sido concluída já durante o reinado de D. Manuel I, como sugerem alguns elementos arquitetónicos manuelinos, nomeadamente a chamada “Torre da Roqueta”, situada no bastião sudoeste da atual fortaleza. Nos finais do século XVI, a fortaleza foi alvo de sucessivas obras de beneficiação, tendo sido já sob a dominação espanhola, durante o reinado de Filipe II (Filipe I de Portugal), que foi edificada a atual fortaleza de planta poligonal, a partir de um projeto da autoria de Filippo de Terzi, o mais famoso projetista de edificações militares dessa época.

Fortim da Areosa (Séculos XVII/XVIII)

Este interessante exemplar da arquitetura militar seiscentista, foi construído para suster possíveis ataques espanhóis durante as guerras da Restauração (1640-1668). Fazia parte de uma linha defensiva estrategicamente colocada nas margens do rio Minho e ao longo da costa atlântica, conseguida através da remodelação de antigas fortificações, casos dos Castelos de Valença, Vila Nova de Cerveira e Santiago da Barra (V. do Castelo), ou da edificação de novos fortes, como os de Lobelhe (V. N. Cerveira), Ínsua (Caminha) e Paçô (Carreço), entre outros. Algumas destas fortalezas tiveram um papel importante, não só na Guerra da Restauração, como também durante as invasões napoleónicas, tendo sido por vezes reativada a sua função militar estratégica nas lutas liberais do século XIX.

Basílica de Santa Luzia (Século XX)

O templo do Sagrado Coração de Jesus edificado no esporão poente da montanha de Santa Luzia, de onde domina e “abençoa” a cidade de Viana do Castelo, é sem dúvida um dos monumentos mais conhecidos e mais emblemáticos do País. É um excelente exemplo de arquitetura revivalista congregando de uma forma monumental mas harmoniosa elementos neo-românicos, neobizantinos e neogóticos, da autoria de um dos arquitetos de maior projeção nacional e internacional na época, o arquiteto alto-minhoto Miguel Ventura Terra (1866-1919), autor, por exemplo, da remodelação do Palácio de S. Bento, atual Assembleia da República. Embora o projeto date de 1898, a obra só foi iniciada nos primeiros anos do século XX, tendo sido o templo aberto ao culto em 22 de agosto de 1926, já depois da morte do seu autor, sendo apenas concluído em 1943, quase meia década depois.

Citânia de Santa Luzia (Povoado Castrejo Romanizado)

A Citânia de Santa Luzia, conhecida localmente por “Cidade Velha”, é um dos castros mais conhecidos do Norte de Portugal e sem dúvida um dos mais importantes para o estudo da proto-história e da romanização do Alto Minho. A sua localização estratégica, permitia-lhe não só dominar vastas áreas da zona litoral ribeirinha, como também e muito especialmente, controlar o movimento de entradas e saídas na foz do rio Lima, que na antiguidade clássica seria navegável em grande parte do seu curso. O povoado apresenta características muito próprias, principalmente ao nível das estruturas arquitetónicas, com destaque para o aparelho poligonal, utilizado em algumas das casas, que apresentam uma planta circular com um vestíbulo ou átrio, que em alguns casos albergavam fornos de cozer pão.

O Navio Gil Eannes

O navio-hospital Gil Eannes, construído em Viana do Castelo, em 1955, apoiou, durante décadas, a frota bacalhoeira portuguesa que atuava nos bancos da Terra Nova e Gronelândia. O projeto de reconversão transformou-o em Núcleo Museológico e Pousada da Juventude, proporcionando aos seus visitantes uma experiência inesquecível. Hoje, assume-se como pólo de atratividade para Viana do Castelo.

Biblioteca Municipal (Século XXI)

A nova Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, da autoria do arquitecto Siza Vieira, está localizada entre o rio Lima e o centro histórico da cidade.
O edifício ocupa uma área total de 3.130 m² e desenvolve-se em dois pisos, funcionando no rés-do-chão serviços técnicos, gabinetes de trabalho e de consulta de reservados, área de depósito, sala polivalente, bar, balcão de atendimento, arrumos e instalações sanitárias. O piso superior tem uma grande sala de leitura e uma seção infantil, salas de trabalho e de multimédia, zonas mais restritas para leitura e ateliers de expressão artística. Este piso tem, também, átrio de receção, balcão de atendimento e reprografia. A luz natural inunda os vários espaços, sobretudo os de leitura.