Sábado 18 de Novembro, 2017
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Ponte de Lima

Biblioteca Municipal - Antigo Hospital da Misericórdia

A composição arquitetónica da Biblioteca Municipal resulta da abertura da Rua Cardeal Saraiva, no fim do 1º quartel do século XX, que dividiu em dois o edifício do antigo Hospital da Misericórdia, (reconstrução concluída em 1731), destruindo-se assim um curioso claustro setecentista e um pouco da muralha medieval. Adossado a um troço da muralha, existe um acesso à adarve a partir da varanda alpendrada voltada ao Largo da Picota, encontrando-se ainda no seu interior uma escadaria de características barrocas.
Tal como o edifício da Igreja da Misericórdia, constituiu-se um novo alçado voltada à rua Cardeal Saraiva, com características arquitetónicas idênticas às restantes, patente nas fenestrações, cornijas e beirados. Em 1993 foram concluídas amplas obras de reforma geral para funcionamento dos serviços da Biblioteca Municipal.

Capela do Anjo da Guarda

A capela do Anjo da Guarda é uma construção religiosa românica / gótica, erigida provavelmente no último quartel do século XIII, reconstruída no século XVIII segundo cânones barrocos após derrube parcial pelas cheias, reforçando-se então os pilares, colocando-se coruchéus e a imagem policromada de São Miguel com um carácter ingénuo.
Como características particulares destaca-se o arcaísmo dos pilares e colunas, que conservam as garras nas bases, ao mesmo tempo que a decoração vegetalista dos capitéis ainda se destaca pouco dos cestos. Os coruchéus atualmente existentes foram colocados numa intervenção realizada em 1991.

Capela da Nossa Senhora da Misericórdia das Pereiras

Este templo de implantação harmónica e sobranceira sobre a vila, foi originalmente mandada construir em 1525 por Pedro Afonso Fiúza e pela sua mulher Catarina Madriz, em substituição de uma pequena ermida que existia no local.
As características arquitetónicas barrocas que atualmente se nos apresentam, resultam de uma profunda reforma datada de 1818, em que o templo então de menores proporções, converteu-se em dois corpos, elevou-se o antigo tecto do primeiro que era um salão quadrilongo, construiu-se de novo arco do transepto, aditando-se Capela-Mor e sacristia.
Encontrando-se em estado de profunda degradação, foi doada à Câmara Municipal pelos seus proprietários em 1979, datando as últimas obras de 1998, em que se construiu um novo coro e instalações de apoio à realização de atividades culturais, mantendo-se inacabada a torre sineira como sempre aconteceu ao longo da sua história.

Capela da Nossa Senhora da Penha de França

Mandada construir em 1613 por João Lourenço em frente à Cadeia "Velha", para que os presos pudessem ouvir missa, visto esta não ter oratório.
É uma capela urbana, de feições muitos simples e linhas muito sóbrias, na tradição maneirista, com frontispício terminado em frontão triangular, coroado por pináculos, com uma pequena torre sineira no lado direito e cruz sobre o acrotério no topo, do século XVIII.
Contrastando com a simplicidade exterior, ressalta a riqueza e dimensão do retábulo barroco do altar-mor em talha dourada, do "Estilo Nacional".

Casa dos Calistos

Esta Casa, impropriamente designada "dos Calistos", pertenceu no século XVII a Gervágio Álvares da Rocha, sendo posteriormente vendida a António de Oliveira Rego, que a reedificou e vinculou em 1737.
Edifício barroco de planta irregular, foi muito prejudicado com a regularização viária da vila nos séculos XIX e XX. No átrio da entrada existe ainda uma curiosa escadaria de acesso ao andar nobre e, na fachada, sacadas de balaústres de pedra e uma decorativa cartela heráldica. Conserva-se ainda a estrutura fundamental do imenso jardim com três fontanários, um deles imponente pela exuberante decoração em cantaria lavrada.

Casa da Garrida

A casa da Garrida foi construída no último quartel do século XVIII, inserindo-se na tipologia do Solar Rocaille que integra capela no frontispício, na variante em que esta surge no extremo tratada de modo independente.
Na fachada do solar, constituído por dois pisos separados por um friso com pilastras nos cunhais apoiando alta cornija, destacam-se as janelas de sacada sobre modilhões de verga recta, encimadas por um conjunto escultórico formado de festões, cartela e concha.

Casa da Nossa Senhora da Aurora

Construída entre 1714 e 1730 de autoria do Arq.º Manuel Pinto de Villalobos, constitui a Casa de Nossa Senhora da Aurora um palácio urbano barroco, integrado na tipologia da "casa-comprida", o modelo mais frequente na época, com dois pisos divididos por friso horizontal, com escadaria desenvolvida no interior e adossando capela a uma das fachadas.
Também designada como Casa do Arrabalde, possui um frontespício harmonioso e ritmado pela fenestração do andar nobre, em que se rasgam onze janelas de sacada com frontões triangulares, acompanhadas de grades de ferro forjado.
No interior da capela encontra-se um retábulo setecentista com talha do estilo nacional, a par de azulejos de padrão barrocos provenientes da Capela da Senhora do Rosário (já desaparecida).
Os jardins foram igualmente organizados segundo o gosto barroco, como espaço de lazer, com jardins de buxos, bancos, lagos e diferentes fontes.

Casa das Pereiras

Palácio urbano maneirista do século XVII, implantado isoladamente no topo do Bairro das Pereiras "sobre" a Vila , com acesso lateral ao adro da Capela das Pereiras, enquadrado paisagisticamente pela mata da casa de Nossa Senhora da Aurora.
Organização espacial com planta retangular e frontespício de dois pisos, separados por friso e com fenestração regular, caracterizando-se interior e exteriormente pela sobriedade estilística, denotando-se na fachada a divisão social do espaço.
A varanda e colunata em granito da fachada sul, orientam-se para um jardim desenvolvido em diferentes cotas, onde existem recantos com ruínas românticas e buxos de feição geométrica.

Casa Torreada dos Barbosa "Aranha"

Casa-torre urbana maneirista do século XVII, conjugando harmonicamente torre de planta quadrada e ala residencial rectangular mais baixa, ambas de alçados simples e fenestração regular.
Muito possivelmente a torre e a ala residencial são contemporâneas, uma vez que as cantarias se interpenetram, as gárgulas são iguais e do mesmo período, estando os espaços interiores dos dois corpos interligados. Destaca-se no conjunto o coroamento regular dos volumes com gárgulas de canhão sobre a cornija e merlões chanfrados na torre.
A atual denominação da casa deve-se à colocação das armas dos Barbosas Aranhas no frontespício.

Chafariz

A sua construção foi ordenada pela Câmara Municipal em 1575 ficando concluído em 1603, implantado no actual Largo Dr.António Magalhães, donde foi transferido para o Largo de Camões em 1929.
O seu risco renascentista e execução são correntemente atribuídos ao famoso mestre limiano João Lopes, o Moço. Para a sua construção e canalização da água de Merim, foi lançada uma finta sobre o sal e o azeite comercializados nesta vila. As coimas sobre o seu conspurco estão patentes num letreiro próprio. O fuste tem gravada a versão em uso das armas municipais.

Igreja da Lapa

A Igreja de Nossa Senhora da Lapa terminada em 1768, foi erigida à custa de esmolas por devoção de D. Tristão de Meneses da casa da Freiria e do pároco da vila, ficando contudo incompleta, prevendo-se que o que existe fosse a Capela Mor do templo projectado.
O terreno foi cedido pelo alcaide-mor D. Tomaz de Lima que exigiu a colocação das suas armas como padroeiro dela, e que ainda hoje se conservam na fachada principal.
No interior encontra-se a imagem do santo negro S. Benedito que dava o nome à torre medieval da porta do santo.

Igreja da Misericórdia

Remontando a instituição a 1530, a actual igreja foi erigida nos séculos XVII e XVIII, composta de nave única, capela-mor em abóbada de caixotões (1638) e pórtico principal aberto lateralmente sobre o cemitério, que constitui o adro actualmente fechado por um curioso gradeamento, sendo notável o efeito da varanda alpendrada que delimita este recinto. A configuração arquitectónica actual resulta da abertura da Rua Cardeal Saraiva, no final dos anos vinte, que dividiu em dois o edifício do antigo hospital, tendo-se então deslocado o pórtico barroco do claustro para a fachada voltada para esta via.
Destaca-se no seu interior a abóbada nervurada em madeira policromada e dourada, os altares mor e laterais de gosto neoclássico, o painel central em alto relevo do retábulo mor primitivo, o painel com a cena da Multiplicação dos Pães hoje sob a mesa do altar e pintura setecentista com algum interesse.
As duas figuras que ladeiam o pórtico principal representam um mamposteiro com o saco das esmolas e um peregrino.

Igreja da Nossa Senhora da Guia

A Igreja de Nossa Senhora da Guia foi construída cerca de 1630, no local onde se encontrava uma ermida em ruínas dedicada a São Vicente Mártir, a mando da confraria consagrada ao culto de Nossa Senhora da Guia.
É uma igreja seiscentista de nave única, precedida por galilé posterior, de linhas sóbrias, mas com elementos decorativos que rematam o frontispício - volutões e fogaréus, e no interior barrocos. A galilé e a casa contígua para o capelão datam de 1746, conjuntamente com outros melhoramentos como a aquisição do orgão.

Igreja de Santo António da Torre Velha

A Igreja de Santo António da Torre Velha, resultou da reformulação no início do século XIX da antiga Ermida (documentada desde o século XVIII) consagrada a N.ª Sr.ª da Esperança e posteriormente à N.ª Sr.ª do Carmo quando foi aumentada a sua volumetria.
A Igreja de planta longitudinal apresenta no exterior um frontão curvo interrompido e pináculos de remate das pilastras laterais, sendo a restante fachada revestida a azulejos. A Torre construída após as obras do século XIX destaca-se pela sua altura e gárgulas de cada ângulo.
Igreja e Torre do reduto medieval coabitaram até meados do século XIX, altura em que esta última foi demolida, surgindo a designação de Igreja de Santo António da Torre Velha.

Igreja Matriz

Mandada edificar por D. João I em 1425, a sua conclusão é provavelmente de 1446.
As várias transformações e ampliações ao longo dos séculos são bem visíveis, pela sobreposição de vários estilos - românico, gótico e neoclássico, de que é exemplo o portal gótico encimado por uma rosácea do século XVIII.
Os altares laterais, de Nossa Senhora das Dores do século XVII à direita e o de Nossa Senhora de Fátima do século XVIII à esquerda, destacam-se pela riqueza da sua talha. A antiga pia baptismal é de estilo manuelino.

Largo de Camões

No atual espaço do Largo de Camões, a cerca muralhada separava o extenso areal ribeirinho de um interior onde coabitavam espaços verdes, casas e quintais, que estavam a norte balizadas pela Rua da Ponte na qual entroncava a Rua do Rosário e a sul pela Rua da Ribeira, hoje chamada do Postigo que desembocava no Passeio 25 de Abril, bem ao lado da Torre de S. Paulo ou da Expectação.
Na segunda metade do século XIX, com a demolição da muralha e da Torre dos Grilos que se encontrava à boca da ponte, o espaço do futuro Largo de Camões ganhou outra dimensão. Os quintais que tinham como baliza a parede da muralha passavam a ficar devassados e as casas que nela entestavam foram obrigadas a encontrar um novo apoio ou a reorganizar as suas estruturas e fachadas. O chão foi aplanado e ensaibrado de modo a tornar-se no primeiro pavimento de um espaço público.
Pouco depois da cheia de 1909 o Largo foi objeto de um novo alteamento, que se traduziu num novo piso de saibro sobreposto a uma espessa camada de entulhamento.
A atual fisionomia do Largo de Camões começou a ser delineada no final dos anos 20 do século XX altura em que se iniciaram extensas obras, alteando-o parcialmente e nivelando-o de forma a ter melhor ligação ao Largo da Feira (surgido na altura) e Passeio 25 de Abril, atulhando-se dois arcos da ponte medieval, implantando-se aí o chafariz renascentista e "desenhando-se" novo pavimento.
O curioso poço do século XV de seção retangular, com cerca de três metros de profundidade, totalmente forrado com boa silharia e que rematava em abobada, integrava-se numa imponente construção que aí existia denominada Casa do Patim.

Museu dos Terceiros

O Museu dos Terceiros foi criado em 1974 com o objetivo de guardar e expor um significativo espólio de arte sacra, ocupando o espaço correspondente ao conjunto edificado constituído pelo Convento dos Frades Menores da Província da Conceição (do qual resta pouco mais que a Igreja Conventual), pela Igreja da Ordem Terceira, sacristia, sala consistorial e seus anexos em redor de um claustrim, sustentado por uma arcada toscana.
O Convento de Santo António foi instituído em 1481 por pelos 1ºs Viscondes de Vila Nova de Cerveira. Durante o século XVI foram acrescentadas três capelas tumulares no lado do evangelho, que sofreram benfeitorias posteriores.
A igreja foi alterada em 1744, com linhas sóbrias, nave única precedida por galilé e coro-alto com cadeiral. Entre 1745 e 1747 foi construída à ilharga a Igreja da Venerável Ordem Terceira de S. Francisco, de planta longitudinal, nave única e decoração essencialmente barroca, ostentando a capela-mor um magnífico altar Rocaille de talha dourada e policromada, e um cadeiral atribuída ao italiano Luigi Chiari.
O acervo do Museu inclui um conjunto significativo de estatuária religiosa, azulejos dos séculos XVI e XVII, pintura dos séculos XVI a XVIII e alfaias litúrgicas.
Interessante a decoração de alguns dos seus espaços - a ante-sacristia forrada a azulejos polícromos de padrão, a sacristia com lambril de azulejos de figura avulsa, um arcaz com alçado decorado com painéis alusivos a Stº. António, teias indo-portuguesas, relicários e tecto apainelado e policromado.

Paços do Concelho

Edificados originalmente no segundo quartel do século XVI foram diversas vezes reconstruídos, tal como em 1573 em que se reergueu um notável edifício de que restam hoje apenas algumas paredes a sul e uma janela no interior. Em 1677 reconstruiu-se a escadaria principal, datando de 1751 a construção do corpo posterior.
Em finais do século XIX e durante o Estado Novo, introduziram-se profundas alterações interiores tais como o alteamento dos pés direitos, datando de 1997 a fixação da sua traça actual. Chegaram a estar aqui instalados, cumulativamente com a Câmara Municipal, o Tribunal da Comarca, o Teatro D. Fernando e a Real Associação dos Bombeiros Voluntários de Ponte de Lima.

Palacete Villa Morais

Mandado construir em 1892 por João Rodrigues de Morais, figura ilustre de Ponte de Lima, que realizou fortuna devido à sua passagem pelo Brasil, é um edifício "abrasileirado" com mistura de diversos estilos.
A fachada, com o andar térreo de granito é de estilo neoclássico. O aumento realizado nos anos 20 denota características do estilo Arte Nova, tal como a porta lateral virada ao parque, as grades de ferro da escadaria e os ferros das janelas da cave.
No seu magnífico jardim, juntamente com árvores de dimensão e características ímpares, implanta-se um lago atravessado por duas pontes e uma gruta, de inspiração romântica.

Pelourinho

O primitivo pelourinho é atribuído ao século XVI e estava ereto no areal, sensivelmente em frente à torre de S. Paulo.
No início do século XIX foram-lhe acrescentadas as armas do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarve. Compulsivamente demolido no final das lutas liberais, foi reedificado no Estado Novo em frente aos Paços do Concelho utilizando alguns fragmentos identificados do monumento primitivo.

Ponte sobre o Lima

Formada por dois troços distintos, um romano e outro medieval. O século I é a altura provável da construção da ponte romana, visto por ela passar a via iniciada pelo Imperador Augusto.
A ponte medieval de características góticas foi provavelmente concluída em 1370, integrando-se nas obras de fortificação da vila mandadas fazer pelo rei D. Pedro I, datando o calcetamento e a colocação dos merlões de 1504 por ordem de D. Manuel, sendo originalmente flanqueada por duas torres demolidas na segunda metade do século XIX "por necessidades de tráfego" juntamente com grande parte do sistema defensivo urbano.
A ponte romana, de configuração muito simples, apresenta um tabuleiro rampante assente sobre sete arcos a pleno centro e quebrado, dispostos irregularmente e de diferente vão, encontrando-se um deles encoberto pelo maciço onde assenta a Igreja de Santo António e outro entaipado a jusante.
Dois dos 17 arcos quebrados da ponte gótica, encontram-se soterrados pelos arranjos urbanísticos da Praça Camões, destacando-se os seus talha-mares de forma prismática encimados por olhais também de arco quebrado e no centro o seu cruzeiro de coluna facetada, cruz latina de braços em flor-de-lis e escudo no capitel.

Teatro Diogo Bernardes

O Teatro Diogo Bernardes foi mandado construir em 1893 por uma comissão promotora constituída por diversos limianos, de que se destacava João Rodrigues de Morais, tendo o projeto sido entregue ao arquiteto municipal de Viana do Castelo, António Adelino de Magalhães Moutinho.
Projetado segundo os cânones arquitetónicos do teatro à italiana característico do século XIX, apresentava no seu interior elementos de especial interesse, como as pinturas do tecto (já desaparecidas) e o pano de boca, da autoria de Eduardo Reis.
Após um longo período de degradação, a Câmara Municipal de Ponte de Lima adquiriu-o, realizando extensas obras de recuperação concluídas em 1999.

Torre da Cadeia Velha

A Torre da Cadeia Velha ou da Porta Nova resulta das vultuosas obras de beneficiação feitas sobre a torre, que já então aqui existia integrante da estrutura muralhada da vila (século XIV), mandadas fazer pelo rei D.Manuel para instalação da cadeia da Correição da Comarca e concluídas em 1511.
Esta casa forte acastelada de planta regular aproximadamente quadrada, dividida em três pavimentos e uma enxovia, com janelas gradeadas sobrepostas, coroada por merlões piramidais, tinha anteriormente acesso ao interior apenas pela barbacã da muralha e ostenta na sua fachada sul, já deslocados do local primitivo, as armas reais e uma esfera armilar, divisa do rei Venturoso.
Com a realização do passeio público - atual Passeio 25 de Abril - nos finais do século XIX, foi aberta a porta de arco quebrado no seu piso inferior, tendo-se nessa altura rebaixado o nível do seu pavimento interno. Interiormente destaca-se a existência generalizada de pedras sigladas, bem com dos cachorros e recravas de apoio dos travejamentos que a dividiam em andares, sendo bem visível no aparelho da silharia das paredes as alterações dos níveis do pavimento térreo, realizadas ao longo dos anos.

Torre de S. Paulo e Troço de Muralha

Foi erigida no século XIV, integrando a estrutura muralhada de defesa da vila, devendo o seu nome à existência de uma imagem de S. Paulo, colocada numa edícula sobre a porta do postigo que lhe estava adjacente. Esta torre de planta quadrangular coroada por merlões, conserva nas paredes interiores os apoios do madeiramento dos pisos.
Sendo uma construção de reforço estrutural da muralha, maciça e sem fenestração, sofreu intervenções no início do século XVI, perceptíveis na única porta de acesso ao nível da adarve do muro adjacente.
Na face voltada ao rio, o episódio imaginário de D. Afonso Henriques na Cabração (Cabras São Senhor!) é representado num painel de azulejos, uma feliz composição da autoria de Jorge Colaço. Na face da Rua do Postigo, quase ao nível da cota do pavimento está uma inscrição gótica, onde se lê: "Aqui chegou o rio pelo risco".