Segunda-feira 11 de Dezembro, 2017
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Ponte de Lima, a vila mais antiga de Portugal

Em Ponte de Lima, terra de história e de histórias, um passeio pelo centro é um passeio pelas raízes da nossa ancestralidade. O Largo de Camões, sala de visitas da vila, acolhe-o com o Chafariz Nobre, terminado de construir em 1603. A Ponte, logo ali ao lado, vai abrir-lhe o apetite para a respectiva travessia, a pé, ao longo de cerca de três centenas de metros. Atravesse-a e admire a beleza da Igreja de Santo António da Torre Velha, do século XIX, com destaque para a altura da torre e para as gárgulas existentes em cada ângulo da mesma. Contígua, a Capela do Anjo da Guarda, uma construção com raízes românicas e góticas, que muitos atribuem ao século XIII, vai aguçar-lhe a curiosidade pela forma singela e harmoniosa com que se insere na paisagem. Continue na margem direita onde a importância da agricultura é registada no Museu Rural, junto aos Jardins Temáticos do Arnado – visite a sala do linho, a cozinha regional, o forno de cozer o pão e a adega. Não regresse à outra margem sem visitar o Festival Internacional de Jardins, se a sua visita coincidir com as datas em que se encontra aberto ao público, e o pitoresco Arrabalde de Além da Ponte, de inegável interesse arquitectónico.

Na margem esquerda, de volta ao centro histórico, admire a Torre de S. Paulo, do século XIV, o Pelourinho, a Torre da Cadeia Velha, espaço que serviu de encarceramento até aos anos sessenta do século XX e o Arco da Porta Nova, que dá acesso à velha Rua da Judiaria.

Ao dirigir-se a um outro ex-libris de Ponte de Lima, a Avenida dos Plátanos, detenha-se na barroca Capela de Nossa Senhora da Penha de França. Na referida avenida, visita obrigatória à Capela de Nossa Senhora da Guia (século XVII) e ao notável conjunto formado pelas Igrejas de Santo António dos Frades (século XV) e da Ordem Terceira de S. Francisco (século XVIII), recentemente recuperadas, que albergam o Museu dos Terceiros onde pode admirar um precioso conjunto de arte sacra. Dirija-se agora ao Teatro Diogo Bernardes, belo exemplar de um teatro à italiana, inaugurado em 1893 e recentemente restaurado, que continua a ser o centro cultural, por excelência, da vila. De imediato, o Palacete Villa Moraes, com admiráveis fachadas de imitação neoclássica, ao velho estilo de brasileiro torna viagem, e um parque envolvente, romântico, acolhedor e convidativo a uns momentos de deleite.

De volta ao centro da vila, uma passagem pelo edifício da Biblioteca Municipal, com a sua varanda alpendrada, ao Largo da Picota. A Igreja Matriz, mandada reconstruir por D. João I, é de visita obrigatória. Daí, dirija-se ao Paço do Marquês (século XV), visite o Núcleo Arqueológico, os jardins envolventes e as belas varandas manuelinas do edifício. Sugerimos também a visita à Igreja da Lapa, onde se encontra a imagem do santo negro S. Benedito.

Na Praça da República destacam-se os monumentos à rainha D. Teresa e ao poeta António Feijó, o edifício dos Paços do Concelho e o Pelourinho. Perca-se agora pelas ruas e ruelas da vila, com destaque para a Rua Beato Francisco Pacheco e para o quinhentista Bairro das Pereiras, com belos exemplares arquitectónicos e fachadas notáveis. Sugerimos o término deste roteiro, de entre muitos outros possíveis, na Capela de Nossa Senhora da Misericórdia das Pereiras, onde irá desfrutar de uma vista sublime para o rio e para o conjunto da totalidade da vila.