Quinta-feira 17 de Agosto, 2017
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Da Barca à Ponte, Um Percurso pela História

O percurso do centro histórico de Ponte da Barca inicia-se na Fonte de S. João e termina no mesmo local. A sua duração é de, aproximadamente, duas horas.

A Fonte de S. João, localizada na Rua Diogo Bernardes, caracteriza-se por ser uma fonte barroca de espaldar com pilastras laterais, encimada por cornija e com uma imagem num nicho central. Segundo inscrição gravada na fonte, o ano de 1801 marca a sua construção. (DGEMN)

Continuando o percurso, segue-se em frente e vira-se à esquerda. Do lado direito, inserido no Campo do Curro, situa-se o Cruzeiro, datado de 1801, e em frente uma bonita azenha.

Ao lado, pode ser observada a ponte do rio Vade. Esta ponte romana sofreu algumas alterações na época medieval e encontra-se classificada como Imóvel de Interesse Público. (IPPAR)

De seguida, volta-se à direita e segue-se em frente, caminhando pelo Choupal. Faz-se o percurso seguindo pela margem do rio, passando por debaixo de um dos arcos da ponte sobre o rio Lima. Classificada como Monumento Nacional, esta ponte constitui uma das mais notáveis obras construídas no Portugal medieval, da primeira metade do século XV. Ergue-se sobre o rio Lima, à saída da vila, separando o concelho de Ponte da Barca do de Arcos de Valdevez. Tendo sofrido fortes remodelações nos séculos XVIII e XIX, possui dez arcos quebrados ou plenos, desiguais entre si, e ao meio, duas lápides, uma com as armas de Ponte da Barca, outra com a esfera armilar. (Azevedo, 1991; DGEMN; IPAAR)

Na segunda travessa volta-se à direita e, posteriormente, segue-se em frente. Do lado esquerdo, deparamo-nos com a Casa da Fonte Velha de arquitectura banal, da segunda metade do século XVIII. Em frente, situa-se a casa do Relógio do Sol e, do lado direito, a Fonte Velha.

Depois de se apreciar este belo conjunto, vira-se à direita e segue-se em frente. Do lado esquerdo, pode-se observar a Capela de Nossa Senhora da Lapa, pequeno templo do século XVII, com pedra de armas dos Magalhães na fachada. Possui, no seu interior, talha da segunda metade do século XVIII. (Azevedo, 1991)

Seguindo em frente, chega-se ao Jardim dos Poetas. Sobre o lado esquerdo, encontra-se o Quarteirão Piloto. «(...) Os mais antigos edifícios de Ponte da Barca encontram-se no começo da Rua da Fonte Velha. Pelo menos, os rés-do-chãos de algumas fachadas datam da primeira parte do século XVI. Segundo a tradição, que poderá ter um certo fundamento, D. Manuel pernoitou numa destas casas, quando regressava da sua peregrinação de Santiago de Compostela». (Almeida, pp. 122, 1987).

Do lado direito deste quarteirão, encontra-se um conjunto de três monumentos emblemáticos desta vila: o Antigo Mercado, o Pelourinho e a ponte sobre o rio Lima, já mencionada anteriormente. O antigo mercado é uma obra singular, de grande valor arquitectónico, situado em frente ao Pelourinho. Foi edificado em 1752, com duas arcadas apoiadas em colunas, e destinava-se ao abrigo de comerciantes, barqueiros e seus bens. É considerado o ex-libris da vila. (Almeida, 1987; Fundação Calouste Gulbenkian, 1965) Quanto ao Pelourinho, este está classificado como Monumento Nacional e poderá datar dos finais do século XVI.

Depois desta paragem, vira-se duas vezes à esquerda, chegando-se à Rua Conselheiro Rocha Peixoto, principal artéria da vila. Logo no início desta rua, e no seu lado direito, situam-se os Paços do Concelho. O edifício da Câmara Municipal de Ponte da Barca é um belo exemplar do século XVIII, de construção apalaçada com dois pisos, de arquitectura sóbria e robusta. No rés-do-chão, recorta-se uma arcada de quatro arcos de volta inteira, funcionando como recepção e abrigo. Mais à frente, e sobre o lado esquerdo, deparamo-nos com mais um belíssimo conjunto de edifícios: a Igreja da Misericórdia e, ao seu lado, a Casa da Irmandade. Fundada em 1534, a Igreja da Misericórdia foi reconstruída de 1822 a 1844. Apresenta uma fachada da segunda metade do século XVIII, em estilo rococó, e uma varanda neoclássica.

Logo após esta paragem, volta-se à direita no sentido da Rua José Lacerda. No início da rua, pode-se observar duas agradáveis casas, uma delas com brasão de armas. A primeira das casas faz gaveto e está identificada como Casa na Rua Conselheiro Rocha Peixoto. O segundo edifício localiza-se imediatamente a seguir à casa anterior e está identificado como Casa na Rua José Lacerda.

Continuando o percurso, vira-se na primeira rua à esquerda, a Rua da Amargura. No final desta rua encontra-se o Largo Dr. Vaz Guedes, onde está situada uma casa tipo «Châlet», bem como, a sede de um dos jornais locais, «O Povo da Barca».

De seguida, vira-se à direita e segue-se em frente. Chegando-se a um cruzeiro volta-se novamente à direita. De imediato, pode-se observar o Largo da Guarda-Fiscal onde se situam duas casas senhoriais que dão pelo mesmo nome – Casas do Largo da Guarda-Fiscal.

Continuando o percurso, segue-se em frente e ao fundo da rua, do lado esquerdo, pode-se observar a Casa de Santo António do Buraquinho. É um edifício da segunda metade de setecentos, dotado de uma bela fachada longa, e varandas com cachorradas de rolos e com gradeamentos neoclássicos. Possui, também, uma capela lateral com retábulo da época. É na Casa de Santo António do Buraquinho que funciona, actualmente, o Centro Cultural Frei Agostinho da Cruz e Diogo Bernardes. (Azevedo, 1991).

Contornando a casa pelo lado esquerdo, e no seguimento desta, deparamo-nos com mais uma casa possuidora de brasão de armas, a Casa Nobre do Correio Mor ou Casa dos Lacerdas. Edifício do século XVII e de arquitectura singela, ostenta belas varandas de ferro forjado seiscentistas. Esta casa é uma unidade de Turismo de Habitação. (DGT)

Depois de se apreciar este solar, vira-se à esquerda e logo de seguida à direita. Ao descer-se a rua, e do lado direito, encontra-se a Igreja Matriz e, mais abaixo, do lado esquerdo, a Casa das Farias. A Igreja Matriz é também conhecida como Igreja de S. João Baptista. Foi reformulada entre 1717 e 1738. Apresenta uma planta longitudinal, de nave única, com seis capelas colaterais demarcadas, mandadas construir pelas principais famílias do concelho. A fachada é rematada por um relevo representando o Baptismo de Cristo, obra do século XVII que deve ter pertencido ao edifício anterior. Destaca-se, no seu interior, a riqueza retabular e decoração. A talha do altar-mor é barroca, inserindo-se no estilo nacional e a Capela de Nossa Senhora das Dores é rococó, sendo revestida a azulejos policromos. Hoje, este templo, classificado como Monumento Nacional, é lugar de culto e ocasionalmente, palco de alguns concertos de música clássica e orquestral. (Azevedo, 1991; DGEMN; Fundação Calouste Gulbenkian, 1965; IPPAR) A Casa de Farias é um belo solar da segunda metade do século XVIII, com muro fronteiro, ameado, portal encimado pela pedra de armas, que ambienta o jardim e a habitação. (Almeida, 1987)

Antes de finalizar este percurso, no fundo da rua, em frente, mais uma casa senhorial poderá ser apreciada, a «Casa Frente à Igreja Matriz». Resta virar, então, à esquerda e chega-se ao ponto de partida.