Quarta-feira 28 de Junho, 2017
pesquisa
#
#
Seja bem-vindo
Fique a conhecer melhor o Alto Minho e os dez concelhos que compõem este espaço territorial: Arcos de Valdevez, Caminha, Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Ponte da Barca, Ponte do Lima, Valença, Viana do Castelo e Vila Nova de Cerveira. Veja ainda as notícias, curiosidades, rotas turísticas, guias, informação de apoio empresarial e muito mais sobre esta região do Noroeste português.
Newsletter
Newsletter
Subscreva a nossa newsletter e receba todas as novidades no seu e-mail.
Área reservada |
História

Idílica vila banhada pelo rio Vez, que a batizou, Arcos de Valdevez mergulha as suas raízes em tempos longínquos. Existem referências a Val-de-Vez no século X, no famoso testamento de Mumadona de Guimarães, sendo seguro que a povoação terá sido fundada em época anterior à dominação romana. Além disso, da Pré-História chegou até nós um grande número de monumentos funerários, de onde se destacam o núcleo megalítico do Mezio e a estação de arte rupestre de Gião.
A romanização deixou marcas nas vias de comunicação, especialmente nas pontes que cruzaram muitos dos vales do Concelho e que, com alterações posteriores ou mais próximas do original, chegaram até nós. Na toponímia é também possível adivinhar a presença do grande Império Romano.
O período medieval foi um longo momento de reorganização da ocupação do espaço, nesta zona. Os mosteiros, quais células de sobrevivência num mundo perigoso e onde a fome ameaçava no rodar de cada época de colheitas, garantiam alguma estabilidade e forneciam apoio espiritual e material às populações. As zonas planálticas, e as serranias, eram áreas isoladas mas onde a subsistência era possível, numa árdua adaptação ao terreno e ao clima.
Ao longo do processo de independência do reino de Portugal, as terras de Valdevez foram, no decurso do século XII, um local de recontros e de especial importância estratégica. Aqui se travou ainda, em 1140, o Torneio de Valdevez, que opôs D. Afonso Henriques a Afonso VII, rei de Castela e Leão, e aqui se derramaram lágrimas quando, na Guerra da Restauração, o general espanhol Pantoja ordenou o incêndio da vila, reduzindo-a a cinzas.
No século XVII, Arcos de Valdevez, sede de município de 51 freguesias com cerca de 32 mil habitantes, rodeou-se de uma prodigiosa natureza e lânguidas encostas, onde o vinho amadurece e o sol se põe. Nas suas ruas, erguem-se velhas casas senhoriais, torres, pontes e templos que marcam as tradições herdadas pelas gentes ao longo dos anos. Com a reforma liberal, foram traçados os limites do atual concelho, com a introdução das áreas de Soajo, Ermelo e Gavieira.