Segunda-feira 26 de Junho, 2017
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Fique a conhecer melhor o Alto Minho e os dez concelhos que compõem este espaço territorial: Arcos de Valdevez, Caminha, Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Ponte da Barca, Ponte do Lima, Valença, Viana do Castelo e Vila Nova de Cerveira. Veja ainda as notícias, curiosidades, rotas turísticas, guias, informação de apoio empresarial e muito mais sobre esta região do Noroeste português.
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Enogastronomia

Fique a conhecer melhor o nosso território através dos seus paladares regionais!
A gastronomia configura um dos mais representativos aspetos de usos e costumes próprios dos saberes ancestrais do Alto Minho. Constitui uma herança a preservar em cada prato tradicional exemplificativo da memória e identidade cultural. São receitas familiares, saberes conventuais, muitos deles guardados em segredo. A gastronomia reflete diversos aspetos da história e da tradição desta região, sendo uma das formas encontradas para valorizar os prazeres da mesa. A realização de diversos festivais dedicados à gastronomia, aos vinhos e aos produtos locais são manifestações frequentes nesta região que catalisam milhares de visitantes.
Esta região conta com cerca de 500 restaurantes com variadíssimos pratos típicos à escolha, dos quais se destacam o “caldo verde”, classificado como uma das 7 Maravilhas da Gastronomia Portuguesa, o “arroz de sarrabulho, os rojões, o cozido à minhota, a posta barrosã, o cabritinho mamão da serra, o cabrito do monte, o cabrito-montês, a chanfana de cabra à moda de Germil, ou o cabrito dos montados de Boivães”. Nos peixes “bacalhau à moda de Viana, bacalhau à Gil Eannes, o bacalhau à Margarida da Praça, o bacalhau à S. Teotónio, a truta do rio Coura, o sável, o arroz de lampreia e a lampreia à bordalesa”.
A doçaria representa, também, um produto diferenciador da gastronomia nesta região, os doces conventuais e receitas familiares preparadas especialmente nas épocas festivas como o Natal e a Páscoa, por outro lado, as romarias são verdadeiras mostras da mestria das doceiras da região. O “leite-creme queimado, os rebuçados” confecionados com açúcar e mel, “os charutos de ovos”, os conhecidos doces da Páscoa, “o bolo branco, as rabanadas de mel, a torta e as meias-luas de Viana”, são algumas das receitas que podem ser saboreadas aquando de uma visita à região.
Este território integra a Região Demarcada dos Vinhos Verdes. Viajando pelo Alto Minho, podemos observar a extraordinária beleza da zona produtora deste vinho, que encontramos um pouco por toda a parte, e através dela, pode-se compreender melhor porque todos os nossos antepassados o designaram por “verde”.
“Foi no Noroeste, no coração mais povoado de Portugal desde os tempos asturo-leoneses que a densa população cedo se espalhou pelas leiras de uma terra muito retalhada. A partir do século XII existem já muitas referências à cultura da vinha cujo incremento partiu da iniciativa das cooperações religiosas a par da contribuição decisiva da Coroa. Embora a sua exportação fosse ainda muito limitada, a história revela-nos que terão sido os ‘Vinhos Verdes’ os primeiros vinhos portugueses conhecidos nos mercados europeus (Inglaterra, Flandres e Alemanha), principalmente da região de Monção e da Ribeira Lima.” (CVRVV, 1997).
“É uma região que pelas suas características de solo e clima, e pela feição socioeconómica e agrotécnica da sua agricultura e pelas pressões demográficas que tem sofrido ao longo dos tempos, além das características “sui-generis” das suas castas e formas de condução da videira tradicionalmente praticadas produz um vinho único no mundo - o vinho verde” (Artur O.Pinho, 1993).
Nesta região são produzidos vinhos brancos das castas: Alvarinho, Loureiro, Trajadura, Arinto, Pedernã, Avesso e Azal branco e vinhos tintos das castas Vinhão, Borraçal, Espadeiro e Doçal. Os brancos são na generalidade de cor citrina, com limpidez de cristal, e apresentam um aroma frutado, sendo o Alvarinho a casta predominante no Vale do Minho e o Loureiro no Vale do Lima. Os brancos devem beber-se de preferência com peixes, mariscos ou carnes brancas. Quanto aos vinhos tintos a casta de maior expressão é o Vinhão, são vinhos de sabores fortes, carnudos, ligeiramente adstringentes, adequados para acompanhar as carnes vermelhas e os pratos tradicionais da região.
Esta região integra a Rota dos Vinhos Verdes que tem por objetivo estimular o desenvolvimento do potencial turístico nas diversas vertentes da atividade vitivinícola e da produção de vinhos de qualidade.
Atualmente, a região conta no Vale do Minho com cerca de 1700 viticultores da casta Alvarinho, 35 empresas produtores que podem ser visitados (Paço do Alvarinho e Adega Cooperativa de Monção, Palácio da Brejoeira, Quintas de Melgaço e Solar do Alvarinho, entre outras); e no Vale do Lima, 2000 viticultores associados à Adega Cooperativa de Ponte de Lima, 1100 à Adega Cooperativa de Ponte da Barca e 30 produtores / engarrafadores (Vinhos AFROS, Quinta do Ameal, Aguiã, Terras de Geraz, entre outros).
Os vinhos verdes, conjuntamente com a gastronomia, constituem um produto diferenciador, potenciador de novos segmentos de mercado e que contribuem decisivamente para a criação da imagem deste destino.